Com um aumento real de impostos, 23% IVA, sem falar da redução salarial imposta para os trabalhadores de serviços públicos, agora nesta altura, só falta gritar:
Porquê só AGORA ???? Porque é que este GOVERNO não é capaz de GOVERNAR a TEMPO e HORAS?
Portugal cada vez mais Pobre
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2010-09-29
2009-05-03
TTT ou não?
Tirando a promessa de retirada de apoios e subsídios aos jovens, entregues à bandeira do empreendedorismo por si só, a perseguição aos casais homossexuais e atentado ao direito constitucional da não-discriminação por orientação sexual, a referência ao "já me apetecia um bloco central na passada 2º feira", o apoio ao "menino guerreiro" que não sabe fazer mais nada do que dar-se ao luxo de "andar por aí", a contínua negação - porque a igreja o quer - do direito à escolha da mulher que engravida, constituindo uma agressão e violação do direito constitucional à sua privacidade, ... vou ter que concordar com a Manuela acerca da 3º travessia do tejo.
Nesta altura de crise, uma obra pública daquelas não pode ir em frente. Será um esbanjar de preciosos recursos que devem ser aplicados criteriosamente. Lisboa já têm duas pontes q.b. . A única razão que poderia entender era usar a TTT como um factor catalisador do desenvolvimento da zona do Barreiro, em clara desvantagem com Montijo/Alcochete, ou Almada.
Quanto ao Novo Aeroporto de Lisboa, espero que aquilo não avance. Por razões ambientais e por ser uma obra excessivamente onerosa, conduzindo à privatização da ANA,dos aeroportos nacionais. Também, não é o momento certo visto que as companhias de aviação estão a ter uma redução acentuada da procura, condicionando os seus planos de expansão, e isto a nível mundial, não só em Portugal.
Nesta altura de crise, uma obra pública daquelas não pode ir em frente. Será um esbanjar de preciosos recursos que devem ser aplicados criteriosamente. Lisboa já têm duas pontes q.b. . A única razão que poderia entender era usar a TTT como um factor catalisador do desenvolvimento da zona do Barreiro, em clara desvantagem com Montijo/Alcochete, ou Almada.
Quanto ao Novo Aeroporto de Lisboa, espero que aquilo não avance. Por razões ambientais e por ser uma obra excessivamente onerosa, conduzindo à privatização da ANA,dos aeroportos nacionais. Também, não é o momento certo visto que as companhias de aviação estão a ter uma redução acentuada da procura, condicionando os seus planos de expansão, e isto a nível mundial, não só em Portugal.
2009-04-21
Vovô Cantiflas
Quem viu o Prós e Contras ontem, não pode deixar de concluir que o Vovô Cantiflas - o Vital Moreira - vitimizou-se e nem esteve à altura de ser candidato ao Parlamento Europeu. Nem sei o que o tipo vai lá fazer senão ganhar muito carcanhol à boleia do PS.
O que me espantou foi a acutilância e o saber discutir política de Paulo Rangel. Já na A.R. se têm portado à altura, e agora é a pura constatação pública - é de longe melhor candidato que Marques Mendes, ou outro qualquer. A escolha de MFL foi acertada.
O que me espantou foi a acutilância e o saber discutir política de Paulo Rangel. Já na A.R. se têm portado à altura, e agora é a pura constatação pública - é de longe melhor candidato que Marques Mendes, ou outro qualquer. A escolha de MFL foi acertada.
2009-04-13
Casos de política
Num ano tão conturbado para toda a gente - a elite "faz-se" aos cargos políticos e a sociedade conta os "tostões" - adivinha-se que os próximos tempos vão ser muito intensos e cheios de polémicas.
Temos o caso "Freeport" - em que o PSD, com o caso "BPN" a morder-lhe os calcanhares, não utiliza para deitar abaixo o Governo - que vai fazer correr muita tinta pelos jornais. Tirando isso - ser uma fonte inesgotável de más notícias para o actual PM - não acredito que dê qualquer coisa no final.
Temos o caso "Isaltino" - o grande edil de Oeiras que já foi maior antigamente, que se defendeu como pode, tentou furtar-se à justiça, negou ser arguido, depois acusado, fez a vida negra ao juiz de Oeiras ao qual lhe estava atribuído o caso, e atrasou o processo o mais que pode, embora tenha sempre dito que queria uma justiça rápida e célere. Eu não sei qual é a vossa opinião, mas por mim o Isaltino não passa de um grande mentiroso, ganancioso, que se fez ao dinheiro das autárquicas passadas para enriquecer ilegitimamente. O Tribunal o provará, tenho a certeza. Espero que Oeiras tenha já um sucessor para este edil, não gostava nada que Oeiras se tornasse terreno fértil do PS, mesmo com o Marco Perestrello (têm ar de mariconço).
A "Casa Pia" vai dar no que se previa - ninguém é responsabilizado criminalmente, excepto o "arrependido".
A 3º Travessia do Tejo - ou TTT - mais o TGV Lisboa-Barreiro-Poceirão-Caia, irei mais tarde comentar esta opção política, social e económica.
Temos o caso "Freeport" - em que o PSD, com o caso "BPN" a morder-lhe os calcanhares, não utiliza para deitar abaixo o Governo - que vai fazer correr muita tinta pelos jornais. Tirando isso - ser uma fonte inesgotável de más notícias para o actual PM - não acredito que dê qualquer coisa no final.
Temos o caso "Isaltino" - o grande edil de Oeiras que já foi maior antigamente, que se defendeu como pode, tentou furtar-se à justiça, negou ser arguido, depois acusado, fez a vida negra ao juiz de Oeiras ao qual lhe estava atribuído o caso, e atrasou o processo o mais que pode, embora tenha sempre dito que queria uma justiça rápida e célere. Eu não sei qual é a vossa opinião, mas por mim o Isaltino não passa de um grande mentiroso, ganancioso, que se fez ao dinheiro das autárquicas passadas para enriquecer ilegitimamente. O Tribunal o provará, tenho a certeza. Espero que Oeiras tenha já um sucessor para este edil, não gostava nada que Oeiras se tornasse terreno fértil do PS, mesmo com o Marco Perestrello (têm ar de mariconço).
A "Casa Pia" vai dar no que se previa - ninguém é responsabilizado criminalmente, excepto o "arrependido".
A 3º Travessia do Tejo - ou TTT - mais o TGV Lisboa-Barreiro-Poceirão-Caia, irei mais tarde comentar esta opção política, social e económica.
2009-03-24
Falando de responsabilidade...
Lembro-me que há cerca de 1 ou 2 anos atrás, aquando da criação de uma empresa pública de meios aéreos dedicada à Protecção Civil ( Empresa de Meios Aéreos), lembro-me da terrível campanha negativa que passou nos jornais.
Para já devo esclarecer que costumo ler o Expresso e o Público frequentemente por serem os que me inspiram mais confiança. Contudo, tenho uma enorme desconfiança na classe profissional ligada a este meio por serem :
a) Pressionáveis por interesses económicos e de progressão na carreira.
b) Por vezes ignorantes na matéria que abordam.
c) Tomarem partido pessoal em artigos de investigação de figuras públicas.
Os jornalistas são de facto considerados, a par dos políticos, como os que menos inspiram confiança pela nossa sociedade (e são estes que se intitulam de poder e contra-poder, engraçado, não é?)
Ora, nessa altura, grande parte das notícias que veiculavam na comunicação social - mais do tipo opinião pessoal / artigos remunerados por empresas do meio - eram contra a formação da Empresa de Meios Aéreos, e mais concretamente, punham em causa a aquisição dos helicópteros a título permanente pelo Estado e lançavam objecções ao tipo de helicóptero a adquirir - Kamov KA-32 ABC de fabrico russo.
Falando de competência, e passados estes 2 anos desde o início da sua aquisição, treino e formação do pessoal, experiência e operação, começamos nós, Portugueses, a constatar pela televisão, a vantagem de ter meios aéreos disponíveis em PERMANÊNCIA durante todo o ano para o combate aos incêndios florestais. Para missões de resgate a náufragos. Para vigilância e apoio às forças policiais. Entre outras.
Falando de responsabilidade, os "pais" da criação da empresa de meios aéreos tomaram a decisão acertada de prosseguir uma política (esta sim, uma política a sério) de aquisição de meios e recrutamento de pessoal, manutenção e operação durante todo o ano, à semelhança do que os OUTROS PAÍSES FAZEM. Estão de parabéns.
Falando de tomar partidos, sabemos muito bem quem é que se pôs contra esta ideia. Quem investiu meios e fundos para atacar, denegrir, dificultar, tornar impossível a aquisição das aeronaves e levar a bom porto este projecto.
Falando de irresponsabilização, tivemos empresários, comentadores políticos, especialistas, professores universitários, banqueiros, e outros doutores , movidos por interesses egoísticas, empresariais e partidários, por serem a "oposição" e por não serem capaz de defender o que é melhor para Portugal, que se colocaram contra este projecto. A estes não serão assacadas culpas mas fica o registo da sua posição.
Argumentavam que os Kamov, por não serem aeronaves certificadas para a operação e por ser um processo que leva tempo (Espanha já os usa para as mesmas funções que em Portugal há bastante tempo, invocar falta de certificados é tentar ganhar a guerra na "secretaria"), nem poderem ser usados para operações comerciais (o que é estúpido argumentar visto que esse objectivo está claramente fora do âmbito de utilização deste meio, um helicóptero médio-pesado adaptado a combate a incêndios florestais, transporte de acidentados e exclusivamente ao serviço do Estado) e que tinham sérias desvantagens técnicas (o que é uma grande mentira já que é considerado um excelente helicóptero pelos pilotos e com décadas de provas dadas em todos os meios), não podiam ser utilizados. O que na verdade queriam dizer é que se fosssem privados já poderiam. Curioso, não?
Se não existissem estes meios aéreos em permanência teríamos tido um grande desastre ambiental na mata do Gerês. Numa altura crítica e "anormal" para o que se esperava nesta altura do ano. Tenho a certeza disso.
Ainda mais, também tenho a certeza de que no que toca a políticas que levam a aumento de despesas do Estado, teremos sempre uma classe de "privilegiados" da política que estarão sempre contra tal medida, e que , curiosamente ... ou não ... enriqueceram "ilegitimamente", privatizando serviços e onerando os contribuintes, tais como o muito recentemente badalado conselheiro de Estado Dias Loureiro, antigo administrador da Sociedade Lusa de Negócios, que muito contribuiu para o enriquecimento desta empresa, à custa de contratos milionários com o Estado ( só para terem uma ideia, o custo por hora de uma aeronave medicalizada era de 900 contos em Portugal, 50% mais do que em Espanha, cerca de 600 contos ) .
Ricos negócios que a SLN tinha com o Estado. E agora? Ah pois é, o PSD já não está no governo.
Para já devo esclarecer que costumo ler o Expresso e o Público frequentemente por serem os que me inspiram mais confiança. Contudo, tenho uma enorme desconfiança na classe profissional ligada a este meio por serem :
a) Pressionáveis por interesses económicos e de progressão na carreira.
b) Por vezes ignorantes na matéria que abordam.
c) Tomarem partido pessoal em artigos de investigação de figuras públicas.
Os jornalistas são de facto considerados, a par dos políticos, como os que menos inspiram confiança pela nossa sociedade (e são estes que se intitulam de poder e contra-poder, engraçado, não é?)
Ora, nessa altura, grande parte das notícias que veiculavam na comunicação social - mais do tipo opinião pessoal / artigos remunerados por empresas do meio - eram contra a formação da Empresa de Meios Aéreos, e mais concretamente, punham em causa a aquisição dos helicópteros a título permanente pelo Estado e lançavam objecções ao tipo de helicóptero a adquirir - Kamov KA-32 ABC de fabrico russo.
Falando de competência, e passados estes 2 anos desde o início da sua aquisição, treino e formação do pessoal, experiência e operação, começamos nós, Portugueses, a constatar pela televisão, a vantagem de ter meios aéreos disponíveis em PERMANÊNCIA durante todo o ano para o combate aos incêndios florestais. Para missões de resgate a náufragos. Para vigilância e apoio às forças policiais. Entre outras.
Falando de responsabilidade, os "pais" da criação da empresa de meios aéreos tomaram a decisão acertada de prosseguir uma política (esta sim, uma política a sério) de aquisição de meios e recrutamento de pessoal, manutenção e operação durante todo o ano, à semelhança do que os OUTROS PAÍSES FAZEM. Estão de parabéns.
Falando de tomar partidos, sabemos muito bem quem é que se pôs contra esta ideia. Quem investiu meios e fundos para atacar, denegrir, dificultar, tornar impossível a aquisição das aeronaves e levar a bom porto este projecto.
Falando de irresponsabilização, tivemos empresários, comentadores políticos, especialistas, professores universitários, banqueiros, e outros doutores , movidos por interesses egoísticas, empresariais e partidários, por serem a "oposição" e por não serem capaz de defender o que é melhor para Portugal, que se colocaram contra este projecto. A estes não serão assacadas culpas mas fica o registo da sua posição.
Argumentavam que os Kamov, por não serem aeronaves certificadas para a operação e por ser um processo que leva tempo (Espanha já os usa para as mesmas funções que em Portugal há bastante tempo, invocar falta de certificados é tentar ganhar a guerra na "secretaria"), nem poderem ser usados para operações comerciais (o que é estúpido argumentar visto que esse objectivo está claramente fora do âmbito de utilização deste meio, um helicóptero médio-pesado adaptado a combate a incêndios florestais, transporte de acidentados e exclusivamente ao serviço do Estado) e que tinham sérias desvantagens técnicas (o que é uma grande mentira já que é considerado um excelente helicóptero pelos pilotos e com décadas de provas dadas em todos os meios), não podiam ser utilizados. O que na verdade queriam dizer é que se fosssem privados já poderiam. Curioso, não?
Se não existissem estes meios aéreos em permanência teríamos tido um grande desastre ambiental na mata do Gerês. Numa altura crítica e "anormal" para o que se esperava nesta altura do ano. Tenho a certeza disso.
Ainda mais, também tenho a certeza de que no que toca a políticas que levam a aumento de despesas do Estado, teremos sempre uma classe de "privilegiados" da política que estarão sempre contra tal medida, e que , curiosamente ... ou não ... enriqueceram "ilegitimamente", privatizando serviços e onerando os contribuintes, tais como o muito recentemente badalado conselheiro de Estado Dias Loureiro, antigo administrador da Sociedade Lusa de Negócios, que muito contribuiu para o enriquecimento desta empresa, à custa de contratos milionários com o Estado ( só para terem uma ideia, o custo por hora de uma aeronave medicalizada era de 900 contos em Portugal, 50% mais do que em Espanha, cerca de 600 contos ) .
Ricos negócios que a SLN tinha com o Estado. E agora? Ah pois é, o PSD já não está no governo.
2009-03-15
Este Blog apoia...
O TGV em Portugal.
O desenvolvimento de energias renováveis e sua utilização nacional.
O investimento, inovação e criação de novos produtos e postos de trabalho na indústria portuguesa.
A melhoria dos transportes públicos dentro e fora das zonas urbanas.
A penalização fiscal do transporte automóvel movido a combustíveis fósseis.
A diminuição dos impostos e maior justiça fiscal.
O aumento dos salários médios até ao nível de Espanha.
A diminuição das regalias das classes profissionais ligadas ao serviço público e sua equiparação ao sector privado.
O aumento da utilização das tecnologias de informação para aumentar a produtividade e combater as perdas de eficiência.
O desenvolvimento de energias renováveis e sua utilização nacional.
O investimento, inovação e criação de novos produtos e postos de trabalho na indústria portuguesa.
A melhoria dos transportes públicos dentro e fora das zonas urbanas.
A penalização fiscal do transporte automóvel movido a combustíveis fósseis.
A diminuição dos impostos e maior justiça fiscal.
O aumento dos salários médios até ao nível de Espanha.
A diminuição das regalias das classes profissionais ligadas ao serviço público e sua equiparação ao sector privado.
O aumento da utilização das tecnologias de informação para aumentar a produtividade e combater as perdas de eficiência.
2009-03-06
Espanha, um país !
Fui andar de TGV . Madrid - Barcelona. 110 €. Que bom. Tenho que repetir.
E aqui andamos a dizer que sim, que não, que sim, que não, que merda, que foda-se, que puta que os pariu a todos, que eu vou mas é para Espanha fazer a minha vida!
E aqui andamos a dizer que sim, que não, que sim, que não, que merda, que foda-se, que puta que os pariu a todos, que eu vou mas é para Espanha fazer a minha vida!
2008-03-22
MEP no Porto
No dia 24 de Março, às 21 horas, o MEP realiza uma sessão pública de apresentação e debate do seu projecto.
Sessão pública de apresentação - Hotel Tuela
Rua Arquitecto Marques da Silva, 200 – Porto
(perto do Shopping Cidade do Porto, em frente ao café Convívio)
Eu vou fazer os possíveis por lá estar. Quero conhecer este novo partido do centro. E se gostar, mudo mesmo de partido. Com o que se passa no PSD, com uma direcção que acha natural receber donativos anónimos sem limite financeiro, com uma distrital de Lisboa que considera apoiar Isaltino Morais à Câmara Municipal de Oeiras, acusado de corrupção e abuso de poder... assim não vale mesmo a pena!
Referências:
www.mep.pt - site do MEP
Sessão pública de apresentação - Hotel Tuela
Rua Arquitecto Marques da Silva, 200 – Porto
(perto do Shopping Cidade do Porto, em frente ao café Convívio)
Eu vou fazer os possíveis por lá estar. Quero conhecer este novo partido do centro. E se gostar, mudo mesmo de partido. Com o que se passa no PSD, com uma direcção que acha natural receber donativos anónimos sem limite financeiro, com uma distrital de Lisboa que considera apoiar Isaltino Morais à Câmara Municipal de Oeiras, acusado de corrupção e abuso de poder... assim não vale mesmo a pena!
Referências:
www.mep.pt - site do MEP
2008-03-05
TTT
Depois do debate da terceira travessia do Tejo, organizado pela CPD de Lisboa, fiquei muito mais esclarecido. Basicamente, estão a arranjar mais uma maneira de nos irem ao bolso.
Porque é que querem fazer uma nova ponte? Devido ao TGV. E porque é que o TGV têm que ir até Lisboa? Porque esta é a capital do país (pffff!). E como o TGV está indicado para unir as principais capitais da Europa, lá terá que ser. Também é um desígnio político. Fica bem à máfia apanhar um TGV e 4 horas mais tarde ir almoçar à Moncloa ou a Madrid, ou ir passear pelo Escorial.
Também é uma oportunidade de renovar o tecido urbano na zona este de Lisboa, amplamente degradado e em termos de especulação imobiliária, muito pouco explorado.
Depois de auscultar as propostas debatidas, aquela que mais senso tinha era do Francisco Ferreira (o tipo com óculos, da Quercus, um porreiraço, pá). Não fazer mais pontes, aumentar a utilização dos transportes públicos rodo-ferroviários, expandir o Metro Sul do Tejo, por exemplo.
Do outro lado da barricada, tinhamos os consultores de transportes. Fiquei com a impressão que estes últimos estavam a defender obras públicas para justamente terem mais uma oportunidade de ganhar bastante dinheiro, com projectos de consultoria e estudos.
Existem vantagens e desvantagens entre as duas opções em discussão, Chelas-Barrreiro e Bispo - Montijo. Esta última desagrada-me por entrar na área militar da base aérea do Montijo. Estou surpreendido com as afirmações da TIS, como que esta proposta não interfere com a BA6. Uma nova rodovia passa por terrenos da base militar junto às pistas e não "chateia" as operações aéreas? Devem estar a brincar.
Poderiam ter feito a ponte directamente entre Barreiro e o fim da circular de Montijo, um dos terminos da futura CRIPS, para evitar a base aérea. Mas fizeram-na mesmo entre o nó da ponte Vasco da Gama e a cidade de Barreiro. Se a BA6 tivesse que sair dali, eram mais terrenos para prédios de habitação, uma marina, etc, etc.
As objecções à ponte Chelas-Barreiro foram desonestas. Isto se compararmos com o que é preciso fazer com a proposta da TIS. É provocador defender que a Chelas-Barreiro é uma má opção porque a população do Barreiro está em decrescimento, quando se sabe que a construção da ponte Vasco da Gama melhorou as acessibilidades do Montijo e como tal, todo o eixo Montijo-PinhalNovo-Setúbal sofreu um aumento populacional. Aumenta-se as acessibilidades, aumenta-se a atractividade do local.
Tentar legitimar a opção deles, socorrendo-se de um menor impacto urbanístico, com a opção deles, é de uma desfaçatez... Então Montijo-Poço do Bispo também não têm impactos urbanísticos na zona de Lisboa? Além de requerer novas pontes a unir Barreiro/Montijo?
A proposta da TIS é um exercício intelectual desprovido de concretização real. Porque raio é que querem fazer mais e mais pontes? Porque dá mais dinheiro! Simples.
É de uma terrível miopia esquecerem por completo a opção de instalar o TGV no tabuleiro da Ponte Vasco da Gama. Mesmo que se necessite de expandir e reforçar o tabuleiro, além de construir um ponto de entrada e saída na margem do Montijo e de Lisboa para responder às características do transporte de TGV ou de Mercadorias, esta à partida apresenta-se como a solução mais económica, podendo vir a se instalar a estação de TGV na zona do RALIS em Lisboa.
Nunca pensaram nisto porque a orientação política até agora têm sido o de construir a TTT a partir do Barreiro. Se puseram o comboio na Ponte 25 de Abril, porque não fazer o mesmo na Ponte Vasco da Gama?
Se aumentarmos as ligações entre as margens de Lisboa e Península de Setúbal, estaremos a promover o crescimento do sector imobiliário e as deslocações pendulares. A via a seguir é o de diminuir este tipo de migrações diárias, especialmente com o elevado custo do transporte pessoal hoje em dia. Isso só se consegue com a restrição à sua utilização e à instalação de indústria ou serviços na margem a Sul do Tejo para melhorar a oferta de emprego nesta zona, tornando a zona AMLisboa "independente" da zona AMSetúbal.
Porque é que querem fazer uma nova ponte? Devido ao TGV. E porque é que o TGV têm que ir até Lisboa? Porque esta é a capital do país (pffff!). E como o TGV está indicado para unir as principais capitais da Europa, lá terá que ser. Também é um desígnio político. Fica bem à máfia apanhar um TGV e 4 horas mais tarde ir almoçar à Moncloa ou a Madrid, ou ir passear pelo Escorial.
Também é uma oportunidade de renovar o tecido urbano na zona este de Lisboa, amplamente degradado e em termos de especulação imobiliária, muito pouco explorado.
Depois de auscultar as propostas debatidas, aquela que mais senso tinha era do Francisco Ferreira (o tipo com óculos, da Quercus, um porreiraço, pá). Não fazer mais pontes, aumentar a utilização dos transportes públicos rodo-ferroviários, expandir o Metro Sul do Tejo, por exemplo.
Do outro lado da barricada, tinhamos os consultores de transportes. Fiquei com a impressão que estes últimos estavam a defender obras públicas para justamente terem mais uma oportunidade de ganhar bastante dinheiro, com projectos de consultoria e estudos.
Existem vantagens e desvantagens entre as duas opções em discussão, Chelas-Barrreiro e Bispo - Montijo. Esta última desagrada-me por entrar na área militar da base aérea do Montijo. Estou surpreendido com as afirmações da TIS, como que esta proposta não interfere com a BA6. Uma nova rodovia passa por terrenos da base militar junto às pistas e não "chateia" as operações aéreas? Devem estar a brincar.
Poderiam ter feito a ponte directamente entre Barreiro e o fim da circular de Montijo, um dos terminos da futura CRIPS, para evitar a base aérea. Mas fizeram-na mesmo entre o nó da ponte Vasco da Gama e a cidade de Barreiro. Se a BA6 tivesse que sair dali, eram mais terrenos para prédios de habitação, uma marina, etc, etc.
As objecções à ponte Chelas-Barreiro foram desonestas. Isto se compararmos com o que é preciso fazer com a proposta da TIS. É provocador defender que a Chelas-Barreiro é uma má opção porque a população do Barreiro está em decrescimento, quando se sabe que a construção da ponte Vasco da Gama melhorou as acessibilidades do Montijo e como tal, todo o eixo Montijo-PinhalNovo-Setúbal sofreu um aumento populacional. Aumenta-se as acessibilidades, aumenta-se a atractividade do local.
Tentar legitimar a opção deles, socorrendo-se de um menor impacto urbanístico, com a opção deles, é de uma desfaçatez... Então Montijo-Poço do Bispo também não têm impactos urbanísticos na zona de Lisboa? Além de requerer novas pontes a unir Barreiro/Montijo?
A proposta da TIS é um exercício intelectual desprovido de concretização real. Porque raio é que querem fazer mais e mais pontes? Porque dá mais dinheiro! Simples.
É de uma terrível miopia esquecerem por completo a opção de instalar o TGV no tabuleiro da Ponte Vasco da Gama. Mesmo que se necessite de expandir e reforçar o tabuleiro, além de construir um ponto de entrada e saída na margem do Montijo e de Lisboa para responder às características do transporte de TGV ou de Mercadorias, esta à partida apresenta-se como a solução mais económica, podendo vir a se instalar a estação de TGV na zona do RALIS em Lisboa.
Nunca pensaram nisto porque a orientação política até agora têm sido o de construir a TTT a partir do Barreiro. Se puseram o comboio na Ponte 25 de Abril, porque não fazer o mesmo na Ponte Vasco da Gama?
Se aumentarmos as ligações entre as margens de Lisboa e Península de Setúbal, estaremos a promover o crescimento do sector imobiliário e as deslocações pendulares. A via a seguir é o de diminuir este tipo de migrações diárias, especialmente com o elevado custo do transporte pessoal hoje em dia. Isso só se consegue com a restrição à sua utilização e à instalação de indústria ou serviços na margem a Sul do Tejo para melhorar a oferta de emprego nesta zona, tornando a zona AMLisboa "independente" da zona AMSetúbal.
2008-02-29
O petróleo está caro?
Não é novidade nenhuma para quem abastece regularmente de carro, ver os preços a subir. E os lucros das gasolineiras e do Estado também, com mais impostos arrecadados por litro de gasolina/gasóleo - olha o défice público a diminuir! Nunca fui muito de queixar, prefiro pensar. Sempre tive a atitude de procurar alternativas, implementar mudanças. E quais as alternativas ao cada vez mais astronómico preço do barril de petróleo?
O poder político - e incluo a oposição porque devia ter um papel a desempenhar - devem realizar as necessárias mudanças que incentivem a utilização de mobilidades alternativas e diminuam a dependência do petróleo - é difícil imaginar que 60% da energia gasta na área metropolitana de Lisboa, e que inclui Oeiras, é da responsabilidade de Transportes Terrestres a gasolina e a gasóleo. Mas é verdade. A poupança seria brutal.
A Suécia e a Suíça estão no bom caminho. Através de incentivos à população e de CONSENSO político, puseram em marcha a revolução verde nos automóveis. E nós andamos distraídos com insignificâncias e insultos partidários. Deve ser isto a que está reduzida a dimensão política nacional. Mas que democracia é esta? "For the politics" em vez de ser "For the people"?
Porque não uma política local que dá descontos de 50% em parques municipais a quem têm carros híbridos, a bio-diesel, eléctricos ou a gás natural? Implementar em parceria pública-privada uma rede de abastecimento de gás natural e bio-diesel aberta ao público, como há em Braga, com um custo de 55 cêntimos + IVA por metro cúbico? Reduzir o IUC para quem converter o seu carro para combustíveis alternativos menos poluentes? Ou mesmo subsidiar a sua conversão? Lá se ia o cartel do petróleo a operar em Portugal.
Mais novidades:
P.S.: Se não há hipótese em mudar para um veículo mais ecológico, aqui vai um exemplo como se pode poupar no ambiente, em casa. Desde que mudei de um T6 com fachadas viradas a Nascente e a Poente para um T3 virado completamente a Sul e com boa exposição solar, deixei de ter que usar aquecedores eléctricos o ano inteiro, o que cortou para 50% a factura eléctrica anual. Desde que mudei a iluminação para lâmpadas economizadoras, ter instalado tomadas com interruptores gerais para os equipamentos eléctricos e mudado o frigorífico para um novo e mais eficiente, o consumo eléctrico diminuiu mais 35%. Desde que realizei a manutenção do esquentador doméstico, o consumo de gás diminuiu 10%. Com painéis solares térmicos a poupança chega aos 70%. Desde que instalei ponteiras novas para as torneiras e um novo autoclismo, o consumo de água diminuiu 25%. A facturação passou a ser electrónica, com medições automáticas e sem papel. Com a separação de resíduos, vou só uma vez por semana ao ecoponto/contentor de lixo. É fácil poupar na factura energética, na carteira, no ambiente e ter mais tempo livre. É só querer.
- Andar a pé - ando 10 minutos a pé todos os dias do carro para o trabalho.
- Pedalar a bicicleta - o que é obrigatório para quem faz BTT XCountry.
- Usar transportes públicos - especialmente o Alfa Pendular quando tenho que ir ao Norte.
- Mudar os hábitos de trabalho e pessoais - faço algum teletrabalho e férias com o mínimo de deslocações.
- Adquirir veículos híbridos eléctricos que gastam menos 25% de gasolina - embora ainda sejam muito caros.
- Converter o carro a gasolina para GPL, com poupança de 30% e recuperação do investimento em 1 ano - uma alternativa embora use compostos mais pesados que o Gás Natural e tenha restrições de estacionamento.
- Adquirir um carro bi ou tetra-fuel, como os novos Fiat "Natural Power" que chega a mais de 40% de poupança e que não têm restrições em PARQUES de ESTACIONAMENTO - ora aqui está uma boa opção, só falta é haver uma bomba de Gás Natural aberta ao público aqui na AML. Olha, que chatice, não há!
O poder político - e incluo a oposição porque devia ter um papel a desempenhar - devem realizar as necessárias mudanças que incentivem a utilização de mobilidades alternativas e diminuam a dependência do petróleo - é difícil imaginar que 60% da energia gasta na área metropolitana de Lisboa, e que inclui Oeiras, é da responsabilidade de Transportes Terrestres a gasolina e a gasóleo. Mas é verdade. A poupança seria brutal.
A Suécia e a Suíça estão no bom caminho. Através de incentivos à população e de CONSENSO político, puseram em marcha a revolução verde nos automóveis. E nós andamos distraídos com insignificâncias e insultos partidários. Deve ser isto a que está reduzida a dimensão política nacional. Mas que democracia é esta? "For the politics" em vez de ser "For the people"?
Porque não uma política local que dá descontos de 50% em parques municipais a quem têm carros híbridos, a bio-diesel, eléctricos ou a gás natural? Implementar em parceria pública-privada uma rede de abastecimento de gás natural e bio-diesel aberta ao público, como há em Braga, com um custo de 55 cêntimos + IVA por metro cúbico? Reduzir o IUC para quem converter o seu carro para combustíveis alternativos menos poluentes? Ou mesmo subsidiar a sua conversão? Lá se ia o cartel do petróleo a operar em Portugal.
Mais novidades:
P.S.: Se não há hipótese em mudar para um veículo mais ecológico, aqui vai um exemplo como se pode poupar no ambiente, em casa. Desde que mudei de um T6 com fachadas viradas a Nascente e a Poente para um T3 virado completamente a Sul e com boa exposição solar, deixei de ter que usar aquecedores eléctricos o ano inteiro, o que cortou para 50% a factura eléctrica anual. Desde que mudei a iluminação para lâmpadas economizadoras, ter instalado tomadas com interruptores gerais para os equipamentos eléctricos e mudado o frigorífico para um novo e mais eficiente, o consumo eléctrico diminuiu mais 35%. Desde que realizei a manutenção do esquentador doméstico, o consumo de gás diminuiu 10%. Com painéis solares térmicos a poupança chega aos 70%. Desde que instalei ponteiras novas para as torneiras e um novo autoclismo, o consumo de água diminuiu 25%. A facturação passou a ser electrónica, com medições automáticas e sem papel. Com a separação de resíduos, vou só uma vez por semana ao ecoponto/contentor de lixo. É fácil poupar na factura energética, na carteira, no ambiente e ter mais tempo livre. É só querer.
2007-12-19
2007-12-17
Glimpses of the Future from the Past
O porquê da Estratégia de Lisboa
... the success of capitalism will lead to a form of corporatism and a fostering of values that are hostile to capitalism... The intellectual and social climate needed to allow entrepreneurship to thrive will not exist in advanced capitalism.
It will be replaced by socialism in some form. There will not be a revolution, but merely a trend in parliaments to elect social democratic parties of one stripe or another... capitalism will collapse from within as democratic majorities vote for the creation of a welfare state and place restrictions upon entrepreneurship that will burden and destroy the capitalist structure...
The New Industrial State ... people who are able to express opinions on societal matters they are not directly responsible for. They can stand up for the interests of strata, that they themselves do not belong to. It is a great advantage of capitalism, that more and more people can acquire (higher) education, compared with pre-Capitalist eras, when education was a privilege of the few.
The jobs of executive personnel are limited, however, and discontent rises with unemployment... The intellectuals are able to organise protest among the population and, naturally, develop critical ideas...
... a theory of democracy ... was a process by which the electorate identified the common good, and politicians carried this out for them... this was unrealistic, and that people's ignorance and superficiality meant that in fact they were largely manipulated by politicians, who set the agenda.
... a minimalist model ... democracy is the mechanism for competition between leaders, much like a market structure. Although periodical votes from the general public legitimize governments and keep them accountable, the policy program is very much seen as their own and not that of the people, and the participatory role for individuals is severely limited.
It will be replaced by socialism in some form. There will not be a revolution, but merely a trend in parliaments to elect social democratic parties of one stripe or another... capitalism will collapse from within as democratic majorities vote for the creation of a welfare state and place restrictions upon entrepreneurship that will burden and destroy the capitalist structure...
The New Industrial State ... people who are able to express opinions on societal matters they are not directly responsible for. They can stand up for the interests of strata, that they themselves do not belong to. It is a great advantage of capitalism, that more and more people can acquire (higher) education, compared with pre-Capitalist eras, when education was a privilege of the few.
The jobs of executive personnel are limited, however, and discontent rises with unemployment... The intellectuals are able to organise protest among the population and, naturally, develop critical ideas...
... a theory of democracy ... was a process by which the electorate identified the common good, and politicians carried this out for them... this was unrealistic, and that people's ignorance and superficiality meant that in fact they were largely manipulated by politicians, who set the agenda.
... a minimalist model ... democracy is the mechanism for competition between leaders, much like a market structure. Although periodical votes from the general public legitimize governments and keep them accountable, the policy program is very much seen as their own and not that of the people, and the participatory role for individuals is severely limited.
2007-12-12
Guerra e Desenvolvimento
Os países da Europa ditos civilizados e defensores da moral cristã e dos direitos humanos, são os que têm contribuido, depois da liberalização da indústria de Defesa desses mesmos países, ao aumento da produção e venda de armas a países do Terceiro Mundo.
Com o aumento da procura por armamento a nível Global (é caso para dizer que temos "um regresso às armas"), veio com isso um aumento do PIB dos países exportadores desses equipamentos. Mais desenvolvimento, competências, riqueza, avanços na tecnologia, melhor qualidade de vida das populações, inovações, novas indústrias. Tudo graças aos negócios da Guerra.
O negócio das armas vale milhões. Segundo o SIPRI, 1204 mil milhões de dólares no ano passado. Nada mal.
Quando virem a Angela Merkel discursar a favor dos direitos humanos, não se esqueçam que parte do PIB da Alemanha vêm da indústria de Defesa: Aviões Militares, Tanques, Armas, Munições, Mísseis, Submarinos, vendidos a países em África, Ásia e América do Sul.
Quando testemunharem Gordon Brown, prime-minister do UK, argumentar a violação dos direitos humanos no Zimbabwe, também não se esqueçam que o UK, apoiado pelas comissões de defesa externa do Governo Britânico, é o maior exportador de tecnologia e equipamentos militares na Europa, para países de Terceiro Mundo e em Desenvolvimento.
Quando lerem as declarações de Nicolas Sarkozy sob a necessidade de haver paz no Líbano e Médio Oriente, também não se esqueçam que a França é o maior fornecedor de equipamentos militares à Síria, que armou o Hezbollah no conflito Israel-Líbano.
A hipocrisia continua a dar milhões.
Há uma corrida às armas. Porquê? Avizinha-se um grande conflito mundial? Terá o petróleo influência neste aumento vertiginoso? Será que a China se vai tornar neste século a grande potência mundial? E o papel dos Estados Unidos? Que acontecerá ao seu poderio militar? A Europa vive um clima de paz sem precedentes, há cerca de 60 anos. Será que esse tempo chegou ao fim?
Com o aumento da procura por armamento a nível Global (é caso para dizer que temos "um regresso às armas"), veio com isso um aumento do PIB dos países exportadores desses equipamentos. Mais desenvolvimento, competências, riqueza, avanços na tecnologia, melhor qualidade de vida das populações, inovações, novas indústrias. Tudo graças aos negócios da Guerra.
O negócio das armas vale milhões. Segundo o SIPRI, 1204 mil milhões de dólares no ano passado. Nada mal.
Quando virem a Angela Merkel discursar a favor dos direitos humanos, não se esqueçam que parte do PIB da Alemanha vêm da indústria de Defesa: Aviões Militares, Tanques, Armas, Munições, Mísseis, Submarinos, vendidos a países em África, Ásia e América do Sul.
Quando testemunharem Gordon Brown, prime-minister do UK, argumentar a violação dos direitos humanos no Zimbabwe, também não se esqueçam que o UK, apoiado pelas comissões de defesa externa do Governo Britânico, é o maior exportador de tecnologia e equipamentos militares na Europa, para países de Terceiro Mundo e em Desenvolvimento.
Quando lerem as declarações de Nicolas Sarkozy sob a necessidade de haver paz no Líbano e Médio Oriente, também não se esqueçam que a França é o maior fornecedor de equipamentos militares à Síria, que armou o Hezbollah no conflito Israel-Líbano.
A hipocrisia continua a dar milhões.
Há uma corrida às armas. Porquê? Avizinha-se um grande conflito mundial? Terá o petróleo influência neste aumento vertiginoso? Será que a China se vai tornar neste século a grande potência mundial? E o papel dos Estados Unidos? Que acontecerá ao seu poderio militar? A Europa vive um clima de paz sem precedentes, há cerca de 60 anos. Será que esse tempo chegou ao fim?
2007-10-26
Previsões
Aplicando um pouco de econometria ao jogo da política, acabamos por encontrar características determinantes que nos permitem estimar o resultado eleitoral de 8 de Novembro:
- 85% dos resultados eleitorais são determinados pelo share investido em publicidade. A grande maioria de votantes escolhem o seu candidato, não pelo conteúdo das suas ideias, mas como elas são apresentadas ao público.
- 65% da performance individual explica-se não pela actual posição, mas pela sua capacidade de fazer networking, dos conhecimentos do meio ambiente e contacto próximo com as pessoas.
- 45% dos resultados são influenciados pelos objectivos anteriormente propostos e alcançados pelo próprio ou não. Mas a taxa de insucesso é ainda maior se é a primeira vez.
2007-07-13
Faça o teste político moral!
Decida se a Social Democracia lhe diz alguma coisa. Faça o teste aqui. Se não fôr, o melhor é procurar outras paragens. O meu deu-me isto:
Your scored -3.5 on the Moral Order axis and 2.5 on the Moral Rules axis.Matches
The following items best match your score:
1. System: Socialism
2. Variation: Moderate Socialism
3. Ideologies: Social Democratism
4. US Parties: No match.
5. Presidents: Jimmy Carter (88.73%)
6. 2004 Election Candidates: Ralph Nader (87.12%), John Kerry (79.99%), George W. Bush (49.90%)
Social Democratism is a moderate form of Socialism.
The Social Democratic current came into being by a break within the Socialist movement in the early 20th century. One reformist group of Socialists rejected the idea of a Socialist revolution, and instead tried to achieve the Socialist ideals through Democratic means.
Social Democrats are in favor of a highly regulated Capitalist market economy, but with a strong and large government [Moderate Interdependence].
Social Democracy is often considered the most commonly embraced political ideology in the world.
2007-07-02
Oportunistas
Lido o semanário do Expresso, constato que a grande polémica da Ota vai perdendo foco. Encomendam-se mais estudos. Agora também já se pensam em soluções Portela + 2. Será Sintra? Montijo? Alverca? Tires? Todos em conjunto? Na Ota não será certamente. Segundo a lógica de oposição do PSD, não pode ser na Ota porque foi uma decisão política do PS. Ao que parece há interesses do PS que são servidos e por acréscimo no PSD não. Afinal de contas, ou comem todos ou há moral.
Mas haverá moral na política? Não, não há. Na política não há moral, apenas interesses, os interesses comuns a um grupo/organização/partido. É este o nível que está reduzida a política portuguesa, movida pela opinião pública, reformas chorudas, cargos executivos em administrações públicas e defesa de interesses pessoais aliados a grandes corporações. A nível pessoal, não gosto do papel redutor que está a ser colocada a política no actual rumo do PSD. Como militante, quero mais e melhor do que a oposição têm sido capaz. Porque quando se contesta uma decisão política, ataca-se a sua lógica, e não quem fica a ganhar com isso. 1º erro.
Passados 8 anos após uma decisão política, estamos numa encruzilhada. Faz-se ou não um novo aeroporto? Sim. Mas aonde? Esta parece ser a grande questão para a oposição! É que agora, com a entrada em cena de tantos autarcas e apoiantes a defender um aeroporto no seu concelho, ainda vamos ter 4 ou 5 aeroportos a servir Lisboa. Fica bem servida, sim senhor! Mas não faz sentido. A sério!

Berlim é um exemplo paradigmático, que vai fechar dois aeroportos na cidade que estavam sob intensa pressão urbanística, com reclamações de associações de moradores devido ao ruído e poluição do ar causada pela sua operação, e acaba por expandir um aeroporto mais afastado para rentabilizar as estruturas aeroportuárias. Foi uma decisão envolta em polémica (1) que levou quase 15 anos a ser tomada, mas os alemães tomaram-na e já avançaram com a sua construção (2).
Mas aqui na Capital, temos que ter vários aeroportos, mesmo que haja estudos que indicam a inviabilidade económica dessa solução. E sob pressão das associações hoteleiras que juram a pés juntas que o Turismo na Capital vai sofrer um tremendo impacto embora os estudos, anteriormente confidenciais e não divulgados à opinião pública, promovidos por estas associações e recentemente publicitados no site da NAER, provam o contrário, já que é possível manter o aumento de fluxos de turistas para a Capital, apostando num serviço de transporte com qualidade. No mínimo, um grande barrete que enfiaram aos portugueses.
Mais tarde, os cidadãos – essa palavra muito conveniente que aparece como por magia na boca de ex-militantes descontentes com o desinteresse dado pelo seu ex-partido na sua pessoa – serão chamados a intervir para sustentar a posição dos políticos. Que paguem a factura no final, já que o financiamento dos aeroportos, como serviço público, se deficitário para o concessionário, é assegurado pelo Estado. Posição essa que é assumida pelos principais políticos que concorrem à capital. Contudo, parecem ser insensíveis ao risco de termos tráfego aéreo a sobrevoar a Capital, com a poluição do ar e sonora que isso acarreta. A nível europeu têm-se colocado cada vez mais restrições devido ao ruído causado pelas aeronaves. No PSD e em outros partidos, defende-se uma política de risco para a saúde pública mas de maior proximidade à capital, só para fazer oposição. 2º erro.

Esta classe política bulldogiana nunca foi boa a tomar decisões, tirando casos raríssimos e que se davam mal com os partidos. Especialmente em dossiers técnicos que nos levam a pesar as vantagens e benefícios. Que se faça outsourcing, pois então. É imperativo para esta classe política pedir mais estudos, se os anteriores não forem do agrado ou então menosprezar tecnicamente uma instituição de engenharia de importância nacional como o LNEC só porque estão em desvantagem, só porque se dão ao luxo de serem políticos. É assim a política em Portugal.
Mas quem paga a factura final? Todos nós. Quem toma a decisão? São os políticos, eleitos para os cargos. Será que a sua eleição conta politicamente para alguma coisa? Se formos irresponsáveis, poderemos dizer que não. Mas eu digo que sim. Arrisco-me a dizer que se o PS ganhar as próximas eleições em 2009, haverá uma legitimação política da decisão da Ota. A Ota foi uma bandeira política do PS. Têm a legitimidade política - e governativa neste momento - para o fazer. Também poderemos considerar o que os outros governos fizeram como alternativa. O anterior governo de Durão Barroso estabeleceu uma directiva política em que se iria acabar com as listas de espera nos hospitais, e até lá não se iria construir mais nenhum aeroporto. Politicamente um bom argumento. Algo demagógico. Contudo, dever-se-ia ter avançado com uma alternativa. Não se fez. 3º erro.
Mas realmente de política não se falou quase nada. Onde deveria estar o debate sobre a política aeroportuária? Na renovação nacional da servidão aeroportuária, na reorganização do controlo de tráfego aéreo a nível europeu – uma questão até agora NUNCA abordada mas que traz impactos na soberania do espaço aéreo nacional – e no avanço para um modelo de concessão e privatização da ANA. Isso é que devia ter marcado a agenda política. Mas o que realmente importou para a nossa classe política era o local do novo aeroporto. Parece-me um bocado mesquinho e redutor de um papel nacional que um partido deve ter. 4º erro.

Um lider e a sua equipa deve “inovar” politicamente e marcar “a alternativa”, não “as inúmeras alternativas”. E quando critico esta direcção, não critico o partido e os seus ideais, mas o seu rumo actual. Critico quando vejo que o seu comportamento acaba por ser mais “faz o que eu digo, não faças o que eu faço”. Com tantas propostas avançadas pela direcção do PSD, antes defendendo Rio Frio, depois Poceirão, a seguir Alcochete e porque não agora Portela + 1, acaba-se por não se defender uma alternativa em concreto. Esta não devia ter entrado no “jogo da localização” mas da política que está acima disso. É verdade que ter o papel de oposição na política não é “gratificante” por não se poder avançar com as suas propostas reformadoras da sociedade. Mas isso não implica que se deva tornar o partido num autêntico camaleão, dizendo “Ota não porque sim”. Assim não porque se peca pela falta de credibilidade ao assumir uma política de ocasião.
Credibilidade essa que é posta em causa quando se sabe no fim de que os principais académicos defensores de uma alternativa à Ota foram usados pela Associação de Desenvolvimento Ferroviário para publicitarem estudos e artigos de opinião contra a Ota numa estratégia de pura decepção para se desviar a atenção da opinião pública do projecto TGV e que vai custar mais do dobro que a solução da Ota. E é assim que os lobbies influenciam um partido através da manipulação da comunicação social . 5º erro.
Tenho a impressão que quando dizem que temos o que merecemos, é totalmente verdade. Temos os políticos, o governo e a oposição que merecemos. Falamos de combate à corrupção mas não nos coibimos de adiar esse projecto global e de extrema importância social, face a eleições em Lisboa. Se é assim quando se começa a falar de política em Portugal, com licença que eu vou ali ver a bola que não tenho pachorra para discursos oportunistas.

1 - Berlin - Branderburg Airport Delayed - uma crónica que lembra a portuguesa.
2- BBI underway - a importância de ser a capital e não uma cidade de província.
Mas haverá moral na política? Não, não há. Na política não há moral, apenas interesses, os interesses comuns a um grupo/organização/partido. É este o nível que está reduzida a política portuguesa, movida pela opinião pública, reformas chorudas, cargos executivos em administrações públicas e defesa de interesses pessoais aliados a grandes corporações. A nível pessoal, não gosto do papel redutor que está a ser colocada a política no actual rumo do PSD. Como militante, quero mais e melhor do que a oposição têm sido capaz. Porque quando se contesta uma decisão política, ataca-se a sua lógica, e não quem fica a ganhar com isso. 1º erro.
Passados 8 anos após uma decisão política, estamos numa encruzilhada. Faz-se ou não um novo aeroporto? Sim. Mas aonde? Esta parece ser a grande questão para a oposição! É que agora, com a entrada em cena de tantos autarcas e apoiantes a defender um aeroporto no seu concelho, ainda vamos ter 4 ou 5 aeroportos a servir Lisboa. Fica bem servida, sim senhor! Mas não faz sentido. A sério!
Berlim é um exemplo paradigmático, que vai fechar dois aeroportos na cidade que estavam sob intensa pressão urbanística, com reclamações de associações de moradores devido ao ruído e poluição do ar causada pela sua operação, e acaba por expandir um aeroporto mais afastado para rentabilizar as estruturas aeroportuárias. Foi uma decisão envolta em polémica (1) que levou quase 15 anos a ser tomada, mas os alemães tomaram-na e já avançaram com a sua construção (2).
Mas aqui na Capital, temos que ter vários aeroportos, mesmo que haja estudos que indicam a inviabilidade económica dessa solução. E sob pressão das associações hoteleiras que juram a pés juntas que o Turismo na Capital vai sofrer um tremendo impacto embora os estudos, anteriormente confidenciais e não divulgados à opinião pública, promovidos por estas associações e recentemente publicitados no site da NAER, provam o contrário, já que é possível manter o aumento de fluxos de turistas para a Capital, apostando num serviço de transporte com qualidade. No mínimo, um grande barrete que enfiaram aos portugueses.
Mais tarde, os cidadãos – essa palavra muito conveniente que aparece como por magia na boca de ex-militantes descontentes com o desinteresse dado pelo seu ex-partido na sua pessoa – serão chamados a intervir para sustentar a posição dos políticos. Que paguem a factura no final, já que o financiamento dos aeroportos, como serviço público, se deficitário para o concessionário, é assegurado pelo Estado. Posição essa que é assumida pelos principais políticos que concorrem à capital. Contudo, parecem ser insensíveis ao risco de termos tráfego aéreo a sobrevoar a Capital, com a poluição do ar e sonora que isso acarreta. A nível europeu têm-se colocado cada vez mais restrições devido ao ruído causado pelas aeronaves. No PSD e em outros partidos, defende-se uma política de risco para a saúde pública mas de maior proximidade à capital, só para fazer oposição. 2º erro.
Esta classe política bulldogiana nunca foi boa a tomar decisões, tirando casos raríssimos e que se davam mal com os partidos. Especialmente em dossiers técnicos que nos levam a pesar as vantagens e benefícios. Que se faça outsourcing, pois então. É imperativo para esta classe política pedir mais estudos, se os anteriores não forem do agrado ou então menosprezar tecnicamente uma instituição de engenharia de importância nacional como o LNEC só porque estão em desvantagem, só porque se dão ao luxo de serem políticos. É assim a política em Portugal.
Mas quem paga a factura final? Todos nós. Quem toma a decisão? São os políticos, eleitos para os cargos. Será que a sua eleição conta politicamente para alguma coisa? Se formos irresponsáveis, poderemos dizer que não. Mas eu digo que sim. Arrisco-me a dizer que se o PS ganhar as próximas eleições em 2009, haverá uma legitimação política da decisão da Ota. A Ota foi uma bandeira política do PS. Têm a legitimidade política - e governativa neste momento - para o fazer. Também poderemos considerar o que os outros governos fizeram como alternativa. O anterior governo de Durão Barroso estabeleceu uma directiva política em que se iria acabar com as listas de espera nos hospitais, e até lá não se iria construir mais nenhum aeroporto. Politicamente um bom argumento. Algo demagógico. Contudo, dever-se-ia ter avançado com uma alternativa. Não se fez. 3º erro.
Mas realmente de política não se falou quase nada. Onde deveria estar o debate sobre a política aeroportuária? Na renovação nacional da servidão aeroportuária, na reorganização do controlo de tráfego aéreo a nível europeu – uma questão até agora NUNCA abordada mas que traz impactos na soberania do espaço aéreo nacional – e no avanço para um modelo de concessão e privatização da ANA. Isso é que devia ter marcado a agenda política. Mas o que realmente importou para a nossa classe política era o local do novo aeroporto. Parece-me um bocado mesquinho e redutor de um papel nacional que um partido deve ter. 4º erro.
Um lider e a sua equipa deve “inovar” politicamente e marcar “a alternativa”, não “as inúmeras alternativas”. E quando critico esta direcção, não critico o partido e os seus ideais, mas o seu rumo actual. Critico quando vejo que o seu comportamento acaba por ser mais “faz o que eu digo, não faças o que eu faço”. Com tantas propostas avançadas pela direcção do PSD, antes defendendo Rio Frio, depois Poceirão, a seguir Alcochete e porque não agora Portela + 1, acaba-se por não se defender uma alternativa em concreto. Esta não devia ter entrado no “jogo da localização” mas da política que está acima disso. É verdade que ter o papel de oposição na política não é “gratificante” por não se poder avançar com as suas propostas reformadoras da sociedade. Mas isso não implica que se deva tornar o partido num autêntico camaleão, dizendo “Ota não porque sim”. Assim não porque se peca pela falta de credibilidade ao assumir uma política de ocasião.
Credibilidade essa que é posta em causa quando se sabe no fim de que os principais académicos defensores de uma alternativa à Ota foram usados pela Associação de Desenvolvimento Ferroviário para publicitarem estudos e artigos de opinião contra a Ota numa estratégia de pura decepção para se desviar a atenção da opinião pública do projecto TGV e que vai custar mais do dobro que a solução da Ota. E é assim que os lobbies influenciam um partido através da manipulação da comunicação social . 5º erro.
Tenho a impressão que quando dizem que temos o que merecemos, é totalmente verdade. Temos os políticos, o governo e a oposição que merecemos. Falamos de combate à corrupção mas não nos coibimos de adiar esse projecto global e de extrema importância social, face a eleições em Lisboa. Se é assim quando se começa a falar de política em Portugal, com licença que eu vou ali ver a bola que não tenho pachorra para discursos oportunistas.

1 - Berlin - Branderburg Airport Delayed - uma crónica que lembra a portuguesa.
2- BBI underway - a importância de ser a capital e não uma cidade de província.
2007-05-16
E Barcarena, salva-se ou não?
São 2100 os novos fogos previstos, a construir em terrenos da Reserva Agrícola Nacional, de Barcarena, Tercena até Queluz-de-Baixo. Ia acabar por ter de falar disto mais tarde ou mais cedo, da guerra do Isaltino com o Conselho de Administração do Taguspark , e o mais recente projecto urbanístico do Grupo Espírito Santo também.
A verdade encontra-se presente na frase auto-explicativa de Isaltino Morais sobre este projecto:
"interesse manifestado por diversos proprietários em vir a desenvolver intervenções urbanísticas na área em causa e no interesse emergente em vir a consolidar a estrutura urbana dos aglomerados".
Podemos concluir que os "diversos proprietários" vão ganhar uma pipa de massa com a reconversão dos seus terrenos agrícolas para superfícies urbanizáveis. É aqui, na venda de terrenos, que se dão os maiores lucros. É normal haver rentabilidades a atingir os 80% ou mais, com a reconversão dos terrenos. A construção das habitações só têm um retorno de 30%, espaçado pelo tempo de construção e venda, regra geral, 2 anos. É um modo de ganhar a vida.
Só para aguçar a curiosidade, apresento de seguida algumas fotos dos locais em questão. Uns já estão urbanizados, e noutros são objectos do plano de pormenor, um processo administrativo hábil de contornar o PDM e onde reside a grande parte do poder dos autarcas, mas que só deve ser utilizado se daí houver manifesto interesse público e não o interesse dos proprietários de terrenos.
Para mim é bastante claro que os vereadores do PSD ou a CDU devem apresentar uma queixa formal no I.G.A.T. ou no M.P, porque senão, estarão a ser coniventes com todo este processo. Não basta ficarem "assustados"... foi exactamente para este tipo de coisas que eles foram eleitos.
A verdade encontra-se presente na frase auto-explicativa de Isaltino Morais sobre este projecto:
"interesse manifestado por diversos proprietários em vir a desenvolver intervenções urbanísticas na área em causa e no interesse emergente em vir a consolidar a estrutura urbana dos aglomerados".
Podemos concluir que os "diversos proprietários" vão ganhar uma pipa de massa com a reconversão dos seus terrenos agrícolas para superfícies urbanizáveis. É aqui, na venda de terrenos, que se dão os maiores lucros. É normal haver rentabilidades a atingir os 80% ou mais, com a reconversão dos terrenos. A construção das habitações só têm um retorno de 30%, espaçado pelo tempo de construção e venda, regra geral, 2 anos. É um modo de ganhar a vida.
Só para aguçar a curiosidade, apresento de seguida algumas fotos dos locais em questão. Uns já estão urbanizados, e noutros são objectos do plano de pormenor, um processo administrativo hábil de contornar o PDM e onde reside a grande parte do poder dos autarcas, mas que só deve ser utilizado se daí houver manifesto interesse público e não o interesse dos proprietários de terrenos.
Para mim é bastante claro que os vereadores do PSD ou a CDU devem apresentar uma queixa formal no I.G.A.T. ou no M.P, porque senão, estarão a ser coniventes com todo este processo. Não basta ficarem "assustados"... foi exactamente para este tipo de coisas que eles foram eleitos.
Os terrenos em questão, uma mancha verde da Reserva Ecológica Metropolitana que Isaltino Morais quer transformar em zona urbanizável.
Outra vista, onde se vê Tercena e Massamá, extensa mancha urbanizada, consolidada! É nisto em que Isaltino quer transformar o que resta do vale verde de Barcarena. É a força do "Habitar Oeiras"!
Aqui já se vê toda a mancha urbana, com as construções recentes de habitações junto à Fábrica da Pólvora e ribeira de Barcarena.
A terraplanagem da parte Oeste do Vale de Barcarena já começou, junto a esta vila, na extensão do sector 3 do plano de desenvolvimento do Taguspark.
Zona interior do sector 3 do plano de desenvolvimento do Taguspark.
Zona interior do "Cabanas Golf" que está a ser urbanizada com novas vivendas promovidas pelo G.E.S., área extensa que vai até junto da rotunda do Taguspark.
Futuros terrenos a serem urbanizados pelas vivendas promovidas pelo G.E.S.A política de urbanizar terrenos outrora agrícolas acarreta um impacte ambiental, degradação da qualidade de vida, diminuição dos espaços de compensação e de refúgio ambiental, aumento do esforço nas redes de abastecimento de água, saneamento, electricidade e vias de comunicação.
Passando de um panorama de desenvolvimento policêntrico para um alastramento - ou consolidação segundo o ponto de vista de Isaltino - às áreas anexas, teremos uma mancha urbana onde os seus habitantes dificilmente poderão continuar a usufruir de um ambiente saudável, limpo e natural. Fica dado o alerta para as forças políticas responsáveis na questão e responsabilizáveis pela tutela se nada fizerem.
Passando de um panorama de desenvolvimento policêntrico para um alastramento - ou consolidação segundo o ponto de vista de Isaltino - às áreas anexas, teremos uma mancha urbana onde os seus habitantes dificilmente poderão continuar a usufruir de um ambiente saudável, limpo e natural. Fica dado o alerta para as forças políticas responsáveis na questão e responsabilizáveis pela tutela se nada fizerem.
2007-05-03
E agora, Lisboa?

Quando começo a escrever este post, lembro-me da falta de parafusos nos serviços técnicos da autarquia lisboeta. Ou a falta de subsídios a obras sociais de apoio aos mais desfavorecidos. E a quebra de contrato por falta de pagamento a serviços de gestão de resíduos prestados por empresas terceiras. Mas pronto, parece-me que não é isso que é o mais importante...
Esta situação já era esperada há largos meses. Era inevitável que se chegasse a um ponto de ruptura da CML. Gerir uma câmara, especialmente Lisboa, é uma tarefa complexa, e a tomada de decisões para a racionalização de serviços e centralização funcional eram necessárias. Contudo, esse caminho não foi trilhado. Resultado: um aumento exponencial de custos na gestão corrente, e perda de receitas. A C.M. de Lisboa está praticamente falida, com dívidas astronómicas, escritas nas estrelas.
Sempre considerei que um político não pode considerar-se a si ou outrem insubstituível, mesmo nas piores condições. Ninguém é ou pode personificar a figura de "Salvador da Pátria". Mesmo quando o navio se presta a ir ao fundo e queira transmitir a ideia de que os ratos são sempre os primeiros a abandoná-lo. Pelo que eu sei, um navio não se governa sozinho. Um político deve, acima de tudo, "obediência" e respeito ao povo. E numa situação em que a C.M. de Lisboa chegou e está patente para toda a gente com dois dedos de testa, um político com bom-senso renunciaria ao seu mandato. Uma questão de honra, Carmona?
O mesmo se aplicaria aos vereadores da oposição. O que se passou nos últimos meses demonstra uma dualidade de critérios incompreensível num Estado moderno e democrático, mas possível pela fraca qualidade que é exigida aos políticos por parte do seu eleitorado. Que dizer da CDU pelo que se passou em Setúbal, do PS em Oeiras e do BE em Salvaterra-de-Magos? Será falta de postura democrática, uma incapacidade de saber reconhecer que não é assim que uma oposição ou executivo se deve comportar, não renunciando logo ao mandato quando a situação é insuportável, ficando à espera que os outros ou o Ministério Público tomassem a iniciativa? Será a necessidade de sobrevivência, agarrando-se aos cargos políticos, prejudicando o serviço público onde a total disponibilidade e independência é primordial nos dias que correm?
Um partido (e a sua direcção), moderno, responsável e coerente, toma as decisões que são as mais acertadas e benéficas para a democracia. Mesmo que isso leve à perda da C. M. de Lisboa. Um verdadeiro líder não coloca o poder - o seu ou de outros - à frente dos princípios em que um partido se deve reger. Isso é acabar com a credibilidade, penhorando o futuro do partido em busca de benefícios a curto prazo. Por isso, Marques Mendes esteve muito bem.
Os próximos tempos, meses, serão conturbados. Os anos seguintes, difíceis do ponto de vista político. Extremamente complicados para a C.M. de Lisboa. Mas afinal de contas, o que interessa é que os lisboetas - eu inclusive - só querem que lhes resolvam os problemas do dia-a-dia, e que lhes dêem um espaço limpo onde possam viver com qualidade e em segurança. Para isso acontecer, é imprescindível que o executivo camarário seja uma equipa de gestores profissionais capazes da árdua tarefa de recuperar Lisboa.
E não metam lá os boys se fazem favor. Eu agradeço.
Esta situação já era esperada há largos meses. Era inevitável que se chegasse a um ponto de ruptura da CML. Gerir uma câmara, especialmente Lisboa, é uma tarefa complexa, e a tomada de decisões para a racionalização de serviços e centralização funcional eram necessárias. Contudo, esse caminho não foi trilhado. Resultado: um aumento exponencial de custos na gestão corrente, e perda de receitas. A C.M. de Lisboa está praticamente falida, com dívidas astronómicas, escritas nas estrelas.
Sempre considerei que um político não pode considerar-se a si ou outrem insubstituível, mesmo nas piores condições. Ninguém é ou pode personificar a figura de "Salvador da Pátria". Mesmo quando o navio se presta a ir ao fundo e queira transmitir a ideia de que os ratos são sempre os primeiros a abandoná-lo. Pelo que eu sei, um navio não se governa sozinho. Um político deve, acima de tudo, "obediência" e respeito ao povo. E numa situação em que a C.M. de Lisboa chegou e está patente para toda a gente com dois dedos de testa, um político com bom-senso renunciaria ao seu mandato. Uma questão de honra, Carmona?
O mesmo se aplicaria aos vereadores da oposição. O que se passou nos últimos meses demonstra uma dualidade de critérios incompreensível num Estado moderno e democrático, mas possível pela fraca qualidade que é exigida aos políticos por parte do seu eleitorado. Que dizer da CDU pelo que se passou em Setúbal, do PS em Oeiras e do BE em Salvaterra-de-Magos? Será falta de postura democrática, uma incapacidade de saber reconhecer que não é assim que uma oposição ou executivo se deve comportar, não renunciando logo ao mandato quando a situação é insuportável, ficando à espera que os outros ou o Ministério Público tomassem a iniciativa? Será a necessidade de sobrevivência, agarrando-se aos cargos políticos, prejudicando o serviço público onde a total disponibilidade e independência é primordial nos dias que correm?
Um partido (e a sua direcção), moderno, responsável e coerente, toma as decisões que são as mais acertadas e benéficas para a democracia. Mesmo que isso leve à perda da C. M. de Lisboa. Um verdadeiro líder não coloca o poder - o seu ou de outros - à frente dos princípios em que um partido se deve reger. Isso é acabar com a credibilidade, penhorando o futuro do partido em busca de benefícios a curto prazo. Por isso, Marques Mendes esteve muito bem.
Os próximos tempos, meses, serão conturbados. Os anos seguintes, difíceis do ponto de vista político. Extremamente complicados para a C.M. de Lisboa. Mas afinal de contas, o que interessa é que os lisboetas - eu inclusive - só querem que lhes resolvam os problemas do dia-a-dia, e que lhes dêem um espaço limpo onde possam viver com qualidade e em segurança. Para isso acontecer, é imprescindível que o executivo camarário seja uma equipa de gestores profissionais capazes da árdua tarefa de recuperar Lisboa.
E não metam lá os boys se fazem favor. Eu agradeço.
2007-04-26
Interesses Público-Privados
Arrancou recentemente a fase comercial - novos prédios de habitação, centro comercial, etc - na zona ao pé do Taguspark. Este empreendimento, Cabanas Golf - zona 2 do mapa - é um sítio excelente, bem situado às portas de Lisboa, onde os principais investidores tiveram até direito a uma recente visita ao local de helicóptero.
Mapa da zona Taguspark.
Isto vai ter vantagens:
- Teremos mais oferta residencial (mais 1 hotel e prédios de habitação).
E desvantagens:
- aumento de tráfego rodoviário numa zona já de si penalizada com todos os acessos a concentrarem-se nas rotundas a Norte para o IC19 e outra a Sul em Porto Salvo.
O que critico neste desenvolvimento urbano é a falta de vias rápidas que saiam deste complexo de luxo em direcção a Cascais ou Lisboa, passando por Queijas, área onde se têm assistido a um brutal aumento de loteamento residencial, visível para quem passa pela A5 no Jamor. Não estou contra o desenvolvimento urbanístico mas contra a "política de betão" onde as infraestruturas de suporte à vida dos munícipes só aparecem anos depois das populações estarem lá fixadas. E até lá, que se aguentem, e todos os outros que vivem à sua volta.
A este atraso na construção de infraestruturas rodoviárias, teremos uma situação de "facto consumado", onde os próximos governantes de Oeiras terão que resolver este problema no Concelho de Oeiras. É um problema identificado há vários anos, mas que teima em não arrancar do papel.
Tomar a opção política de avançar com o licenciamento e construção de novos focos populacionais em Oeiras, de média densidade se comparados com a Quinta do Marquês, vai acarretar maiores problemas de acessibilidade e degradar a qualidade de vida dos presentes e futuros munícipes de Oeiras.
P.S.: A extensão da urbanização na zona 3, para o lado do vale de Barcarena ao pé do Centro Equestre já começou, também com terraplanagens.
Parte do plano integrado do Taguspark, ex libris de Isaltino Morais, este empreendimento - previsto para já estar completado em 2000 mas que ficou adiado até IM ganhar as últimas autárquicas - vai aumentar a população residencial de Oeiras, concentrando-a na franja do concelho, numa zona em que ainda falta ser construída o eixo norte rodoviário, transversal a Oeiras.
Isto vai ter vantagens:
- Teremos mais oferta residencial (mais 1 hotel e prédios de habitação).
E desvantagens:
- aumento de tráfego rodoviário numa zona já de si penalizada com todos os acessos a concentrarem-se nas rotundas a Norte para o IC19 e outra a Sul em Porto Salvo.
O que critico neste desenvolvimento urbano é a falta de vias rápidas que saiam deste complexo de luxo em direcção a Cascais ou Lisboa, passando por Queijas, área onde se têm assistido a um brutal aumento de loteamento residencial, visível para quem passa pela A5 no Jamor. Não estou contra o desenvolvimento urbanístico mas contra a "política de betão" onde as infraestruturas de suporte à vida dos munícipes só aparecem anos depois das populações estarem lá fixadas. E até lá, que se aguentem, e todos os outros que vivem à sua volta.
A este atraso na construção de infraestruturas rodoviárias, teremos uma situação de "facto consumado", onde os próximos governantes de Oeiras terão que resolver este problema no Concelho de Oeiras. É um problema identificado há vários anos, mas que teima em não arrancar do papel.
Tomar a opção política de avançar com o licenciamento e construção de novos focos populacionais em Oeiras, de média densidade se comparados com a Quinta do Marquês, vai acarretar maiores problemas de acessibilidade e degradar a qualidade de vida dos presentes e futuros munícipes de Oeiras.
P.S.: A extensão da urbanização na zona 3, para o lado do vale de Barcarena ao pé do Centro Equestre já começou, também com terraplanagens.
2007-04-23
O Surreal na Política Portuguesa
O que se está a passar na política portuguesa é deveras surreal. Lembra-me um filme de "Bernardo Bertolluci" - 1970, nada "holywoodesco"- a "Estratégia da Aranha", onde o cidadão anónimo se confronta com a mentira sexy, os símbolos e ideais falsos de um regime político. Nele, o realizador alerta para a necessidade de uma personalidade forte para manter a sua capacidade analítica e espírito crítico, sem se deixar controlar pelo ambiente surrealista criado e controlado pelo regime político.
Vêm-me à memória, não sei, vá-se lá saber, se calhar alguém me contou, as conversas do primeiro-ministro com jornalistas na linha da frente, os milhares de emails enviados pelo centro de comunicações socialista, as pressões criadas a directores de informação, a propaganda, sempre a propaganda, o imiscuir do mais baixo nível na comunicação social sem guardar as respectivas distâncias.
Basicamente, temos um governo - básico - que chegou ao poder com promessas impossíveis de cumprir, mas que agradou à maioria do eleitorado português. Criou-se um clima novo na política portuguesa, onde o estado de graça parece estender-se infinitamente, reflexo das alterações climáticas não vá o céu cair-lhes em cima e que até já entraram na linha programática do CDS - cada vez mais - PP.
Numa altura em que Portugal se encontra num estado frágil, a precisar de cuidados intensivos, temos governantes que desejam aumentar a sua influência política nos órgãos de comunicação social. Isto porquê? Seremos assim tão influenciáveis pelo marketing político? Sim.
Portugal ainda não está suficientemente preparado para um novo regime de participação política. Sou um adepto da Democracia Directa. Não me importo, como na Confederação Helvética o fazem, de me informar e de decidir, votando 5, 10, 20 vezes por ano, matérias de assunto federal ou cantonal. Mas em Portugal, com a nossa falta de cultura - falta de interesse perhaps - e défice de cidadania, não resultava. Seria mais um instrumento à disposição de grupos de pressão. E isso aumentaria o nosso desgoverno. Uma mentira repetida vezes sem conta acaba por se tornar uma verdade pública.
Se tenho pena de ter um país assim? É claro, mas isso não me leva a baixar os braços. Num momento onde a esperança por algo melhor que um abismo sem-fundo que se tornou a anterior governação levou a um Estado que se arrisca a adquirir características ad perpetum, nunca os últimos 30 anos de democracia se conheceu um governo tão centralizador de poder como este. Para que serviu então o 25 de Abril?
Vêm-me à memória, não sei, vá-se lá saber, se calhar alguém me contou, as conversas do primeiro-ministro com jornalistas na linha da frente, os milhares de emails enviados pelo centro de comunicações socialista, as pressões criadas a directores de informação, a propaganda, sempre a propaganda, o imiscuir do mais baixo nível na comunicação social sem guardar as respectivas distâncias.
Basicamente, temos um governo - básico - que chegou ao poder com promessas impossíveis de cumprir, mas que agradou à maioria do eleitorado português. Criou-se um clima novo na política portuguesa, onde o estado de graça parece estender-se infinitamente, reflexo das alterações climáticas não vá o céu cair-lhes em cima e que até já entraram na linha programática do CDS - cada vez mais - PP.
Numa altura em que Portugal se encontra num estado frágil, a precisar de cuidados intensivos, temos governantes que desejam aumentar a sua influência política nos órgãos de comunicação social. Isto porquê? Seremos assim tão influenciáveis pelo marketing político? Sim.
Portugal ainda não está suficientemente preparado para um novo regime de participação política. Sou um adepto da Democracia Directa. Não me importo, como na Confederação Helvética o fazem, de me informar e de decidir, votando 5, 10, 20 vezes por ano, matérias de assunto federal ou cantonal. Mas em Portugal, com a nossa falta de cultura - falta de interesse perhaps - e défice de cidadania, não resultava. Seria mais um instrumento à disposição de grupos de pressão. E isso aumentaria o nosso desgoverno. Uma mentira repetida vezes sem conta acaba por se tornar uma verdade pública.
Se tenho pena de ter um país assim? É claro, mas isso não me leva a baixar os braços. Num momento onde a esperança por algo melhor que um abismo sem-fundo que se tornou a anterior governação levou a um Estado que se arrisca a adquirir características ad perpetum, nunca os últimos 30 anos de democracia se conheceu um governo tão centralizador de poder como este. Para que serviu então o 25 de Abril?
Nota à parte:
A minha opinião técnica sobrepõe-se sempre à do partido. Sou a favor da Ota por ser a opção que menor impacte ambiental têm. Não teria dúvidas nenhumas que se se fizesse um referendo sobre o NAL, o projecto da Ota seria cancelado. Enganar a opinião pública é fácil, desde que se multipliquem e subam de tom as vozes da discórdia. Mas quando um cidadão se preocupa com o rigor da informação que lhe é prestada, aí as coisas passam a ser radicalmente diferentes.
Veio a público, no penúltimo número do Expresso, um artigo de resposta em que um comentador muito citado pelos que estão contra a Ota, explicava que disse mas não queria dizer que a Ota estava directamente relacionada com uma situação que levou a um trágico acidente da Força Aérea Portuguesa na Serra dos Carvalhos, ao pé de Coimbra (!) E que afinal ele não era um académico do Instituto Superior Técnico, mas um professor convidado na faculdade de Arquitectura da UTL. E que, por fim, quem lhe tinha dito aquilo dos problemas do nevoeiro e ventos cruzados não tinha sido um piloto da FAP, mas uma espécie de "especialista aeronáutico prestigiado" mas sem o querer referir. Isto porque ou repunha a verdade ou ficava descredibilizado. Reconheceu o erro, embora acabe por tentar "suavizar a coisa" com um "talvez", omitindo as suas fontes.
Se aprofundarmos os argumentos apresentados por ele e outros auto-intitulados "especialistas aeronáuticos prestigiados" e compararmos com o que se passa em outros aeroportos internacionais na Europa, acabamos por verificar que afinal não têm fundamento técnico. Para um leitor incauto, isso passava completamente ao lado. Os detalhes são uma coisa tremendamente chata. É que é preciso estar bem informado.
A minha opinião técnica sobrepõe-se sempre à do partido. Sou a favor da Ota por ser a opção que menor impacte ambiental têm. Não teria dúvidas nenhumas que se se fizesse um referendo sobre o NAL, o projecto da Ota seria cancelado. Enganar a opinião pública é fácil, desde que se multipliquem e subam de tom as vozes da discórdia. Mas quando um cidadão se preocupa com o rigor da informação que lhe é prestada, aí as coisas passam a ser radicalmente diferentes.
Veio a público, no penúltimo número do Expresso, um artigo de resposta em que um comentador muito citado pelos que estão contra a Ota, explicava que disse mas não queria dizer que a Ota estava directamente relacionada com uma situação que levou a um trágico acidente da Força Aérea Portuguesa na Serra dos Carvalhos, ao pé de Coimbra (!) E que afinal ele não era um académico do Instituto Superior Técnico, mas um professor convidado na faculdade de Arquitectura da UTL. E que, por fim, quem lhe tinha dito aquilo dos problemas do nevoeiro e ventos cruzados não tinha sido um piloto da FAP, mas uma espécie de "especialista aeronáutico prestigiado" mas sem o querer referir. Isto porque ou repunha a verdade ou ficava descredibilizado. Reconheceu o erro, embora acabe por tentar "suavizar a coisa" com um "talvez", omitindo as suas fontes.
Se aprofundarmos os argumentos apresentados por ele e outros auto-intitulados "especialistas aeronáuticos prestigiados" e compararmos com o que se passa em outros aeroportos internacionais na Europa, acabamos por verificar que afinal não têm fundamento técnico. Para um leitor incauto, isso passava completamente ao lado. Os detalhes são uma coisa tremendamente chata. É que é preciso estar bem informado.
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