2007-04-29

Escolhas e Escolhos

The Time to Break Silence speech by Martin Luther King

If we will but make the right choice, we will be able to speed up the day, all over America and all over the world, when justice will roll down like waters, and righteousness like a mighty stream.


Têm sido constante a minha participação como blogger na blogosfera de Oeiras. Porém, devido a compromissos assumidos recentemente, devo alertar os meus leitores de que nos próximos tempos não irei actualizar o blog tão frequentemente, remetendo esta tarefa para um "hábito semanal".

Deixo como leitura recomendada este documento esclarecedor da fundação "Konrad Adenauer Stiftung" do Brasil, país maravilhoso com uma natureza fantástica e um povo acolhedor mas a mãos com um problema gravíssimo que põe em causa a democracia. Recomendo este documento da mesma fundação, dedicado à prevenção e combate da corrupção a nível autárquico.

Deixando o Brasil e falando de Portugal, dá que pensar como é que um país como o nosso teima em continuar pequenino na cabeça de muita gente, nas suas façanhas e atitudes, em que se confundem direitos cívicos com atitudes moralistas e a governação com meras questões privadas. Não é que sejamos especiais, até nos USofA isto acontece!

Lamento neste momento em que todos devíamos exigir justiça e lutar pelos nossos direitos civis democráticos contra a "descentralização da estupidez", ainda tenhamos que aturar governantes e ex-governantes, do poder central ao local, como o ex-Ministro Pina Moura (PS) que se baseia em pressupostos ideológicos para justificar a nomeação para cargos não-executivos, ou o despudor oportunista na justificação de manter os pelouros atribuídos pelo movimento IOMAF, citando a resposta do vereador Emanuel Martins (PS) ao facto de Isaltino Morais estar acusado de crimes de corrupção, branqueamento, peculato, abuso de poder, etc, pelo Ministério Público: "É um problema que diz respeito a ele, é uma questão privada." (sic)

O exercício de um cargo público nunca foi nem deve passar a ser uma questão privada.

Gestão de Resíduos - Inovação Tecnológica e Novos Negócios

Vai decorrer no Centro de Congressos do Taguspark, dias 10 e 11 Maio, uma workshop sobre resíduos urbanos e resíduos de construção e demolição.

Inscrições através do secretariado do Observatório de Prospectiva da Engenharia e da Tecnologia (opet@opet-online.org).


Mais informações aqui

2007-04-27

Para os que têm problemas de consciência...

Recomendo um local para os actuais apoiantes de Isaltino Morais, cada vez mais desesperados. Chama-se "Consciência´s" e é, como tinha que ser, em Algés.


Fez-me lembrar o "Consciência Crítica", coitado, que agora deu uma de esquizofrénico e começou a disparatar para todo o lado. Desejo-lhe as melhoras e não se esqueça, o "Consciência´s" está mesmo ao pé de si!

2007-04-26

Comentário ao Povo Livre

Transcrevo e comento a seguinte notícia publicada no Povo Livre (e acho muito bem ele ter ido lá ao Poceirão em vez da Ota) :

Luís Marques Mendes considera que a escolha da Ota para o futuro aeroporto de Lisboa não pode ser apresentada como um facto consumado [mesmo que tenha sido considerado pelo governo de Durão Barroso como a única opção viável] e exortou o governo a estudar outras alternativas como o Poceirão [vale sempre a pena realizar-se mais estudos desde que se tomem as decisões certas no tempo certo]. «Um aeroporto é uma infra-estrutura importantíssima para décadas [20, 30, 40 anos] e, por isso, é fundamental que se encontre a solução mais económica, porque Portugal não é um país rico [mas parece que é], e a melhor solução do ponto de vista do ordenamento do território [a norte de Lisboa porque é onde estão a maior parte das PME, pergunte à Isabel Damasceno, salientou o líder do PSD, depois de uma visita à zona do Poceirão (Palmela), que tem vindo a ser apontada por alguns técnicos como um espaço privilegiado para a construção do novo aeroporto de Lisboa. Para Marques Mendes, não há nenhum técnico que não diga que há alternativas melhores do que a Ota [eu sou um dos primeiros a dizer uma alternativa mas que não é do agrado da Área Metropolitana de Lisboa - a Sul de Santarém, mesmo no centro do país]. «Esta teimosia do governo é muito cara e pode hipotecar o futuro. Aos políticos compete mandar estudar [e decidir] as soluções possíveis, não impeçam é que Faias, Poceirão, Rio Frio, Porto Alto, seja o que for, nesta zona, sejam estudados», reiterou, lembrando que esta visita se justifica porque o Poceirão é «uma boa alternativa à OTA - mais barata, mais económica, mais eficaz e mais operacional» [embora não hajam estudos credíveis para sustentar estas afirmações].

Antes, o professor Paulino Pereira, da Secção de Urbanismo, Transportes, Vias e Sistemas do Departamento de Engenharia Civil e Arquitectura do Instituto Superior Técnico [que não têm experiência técnica em aeroportos mas em auto-estradas e que dá aulas na Fac. Eng. Univ. Católica no Taguspark], fez uma exposição sobre as vantagens da construção do novo aeroporto de Lisboa na margem sul do Tejo. Paulino Pereira começou por lembrar que o Estado Novo tinha previsto a construção do novo aeroporto de Lisboa num terreno de 4.000 a 5.000 hectares e que mais tarde, em 1999, foram apontadas duas localizações possíveis - Rio Frio Este/Oeste e Rio Frio Norte/Sul, assegurando que a Ota nunca teve vantagens relativamente a qualquer uma destas duas alternativas. «Para eliminar Rio Frio, foi feito um estudo ambiental que merece as maiores reservas [merece a Reserva Natural do Estuário do Sado e a Reserva Natural do Estuário do Tejo, claro está], porque se consideraram alguns itens perfeitamente fora de contexto, como por exemplo o próprio montado de sobro, que não permitia eliminar determinadas zonas [se na Portucale foi o que foi, agora para um aeroporto, está tudo bem?], e o aquífero [o maior da Península Ibérica], sabendo nós que na zona de Montejunto e na Ota, os aquíferos são precisamente recarregados pelos circuitos de aproximação dos aviões [tecnicamente os circuitos de aproximação são pelo ar e não em terra, deve tê-los confundido com as auto-estradas, disse.

«Por outro lado, também é preciso ter em consideração que no capítulo relativo à colisão das aves, um dos aspectos que levou ao chumbo ambiental desta zona foi, parece, como foi dito por um colega do IST[José Manuel Viegas, vá lá, diz lá o nome], o facto de [o estudo ambiental] ser bastante coxo[porque não leu o 2º relatório publicado pela entidade contratada da ICAO para aprofundar o estudo, ficando-se pelo preliminar]».

O estudo, segundo este técnico, «não tem características nenhumas [não é verdade, é assente numa metodologia de comparação com o aeroporto de Faro, junto a uma reserva natural com avifauna, e contabilização de espécies migrantes e residentes] nem as condicionantes que lá foram apresentadas têm a mais pequena lógica [para um engenheiro civil sem formação em estruturas aero-portuárias, é claro que não faz a mais pequena lógica porque desconhece por completo essas condicionantes, acrescentou, defendendo a realização de novo estudo ambiental na margem sul do Tejo [porque não? Pede financiamento ao BES que eles dão, são parte interessada].

Paulino Pereira criticou também a alegada dualidade de critérios que terá existido com a opção do governo de instalar uma plataforma logística no Poceirão, na mesma zona [não foi bem a mesma, Poceirão fica a alguns quilómetros de Rio Frio] que foi chumbada por razões ambientais para a construção do novo aeroporto de Lisboa [é fácil de explicar, uma é para ferrovia, outra era para aviões. Portanto, os critérios têm que ser diferentes].

«Entendo que esta zona vai ter capacidade para se tornar o grande nó ferroviário, rodoviário e de ligação aos portos e o grande aeroporto de Lisboa. Tudo isto precisa de apoio logístico e a opção de terem posto aqui a base logística do Poceirão, a maior do país, tem toda a lógica [devido à proximidade do Porto de Setúbal que irá funcionar como ponto de entrada logístico de mercadorias para o Sul e para Espanha. O Porto de Lisboa continuará a ser o ponto de entrada de passageiros em turismo, com o NAL a norte de Lisboa, sem custos de travessia para a outra margem se o NAL ficasse a Sul , manifestou o professor do IST, contrapondo as limitações existentes na zona da Ota.

Assegurando que nunca viu ninguém defender a Ota sob o ponto de vista de engenharia ou de linha aérea [A TAP defende, o seu Presidente Executivo já o afirmou várias vezes, que é engenheiro, piloto e um brilhante gestor. E eu também :-) ], Paulino Pereira concluiu que a Ota «é uma má solução» [é verdade, e na Margem Sul ainda mais] e que a Península de Setúbal «tem características fantásticas» para a construção do novo aeroporto internacional de Lisboa [só se fôr para promover o sector turístico - praias, serra, mar - e criar uma nova metrópole na margem sul].

Dito.

Bem, tinha que ser...

Já o tinha referido em Fevereiro.

O círculo completa-se.

Interesses Público-Privados

Arrancou recentemente a fase comercial - novos prédios de habitação, centro comercial, etc - na zona ao pé do Taguspark. Este empreendimento, Cabanas Golf - zona 2 do mapa - é um sítio excelente, bem situado às portas de Lisboa, onde os principais investidores tiveram até direito a uma recente visita ao local de helicóptero.

Mapa da zona Taguspark.

Parte do plano integrado do Taguspark, ex libris de Isaltino Morais, este empreendimento - previsto para já estar completado em 2000 mas que ficou adiado até IM ganhar as últimas autárquicas - vai aumentar a população residencial de Oeiras, concentrando-a na franja do concelho, numa zona em que ainda falta ser construída o eixo norte rodoviário, transversal a Oeiras.

Isto vai ter vantagens:

- Teremos mais oferta residencial (mais 1 hotel e prédios de habitação).

E desvantagens:

- aumento de tráfego rodoviário numa zona já de si penalizada com todos os acessos a concentrarem-se nas rotundas a Norte para o IC19 e outra a Sul em Porto Salvo.

O que critico neste desenvolvimento urbano é a falta de vias rápidas que saiam deste complexo de luxo em direcção a Cascais ou Lisboa, passando por Queijas, área onde se têm assistido a um brutal aumento de loteamento residencial, visível para quem passa pela A5 no Jamor. Não estou contra o desenvolvimento urbanístico mas contra a "política de betão" onde as infraestruturas de suporte à vida dos munícipes só aparecem anos depois das populações estarem lá fixadas. E até lá, que se aguentem, e todos os outros que vivem à sua volta.

A terraplanagem já começou.

A este atraso na construção de infraestruturas rodoviárias, teremos uma situação de "facto consumado", onde os próximos governantes de Oeiras terão que resolver este problema no Concelho de Oeiras. É um problema identificado há vários anos, mas que teima em não arrancar do papel.

Tomar a opção política de avançar com o licenciamento e construção de novos focos populacionais em Oeiras, de média densidade se comparados com a Quinta do Marquês, vai acarretar maiores problemas de acessibilidade e degradar a qualidade de vida dos presentes e futuros munícipes de Oeiras.

P.S.: A extensão da urbanização na zona 3, para o lado do vale de Barcarena ao pé do Centro Equestre já começou, também com terraplanagens.

Skaters Paradise

Ò Carmona, pá... afinal o Túnel do Marquês já foi inaugurado!
"Team Asfalto" a ripar o Marquês até serem apanhados.

2007-04-25

25 Abril

Mario Lino e Ambientalistas

O almoço de hoje foi solicitado pelas associações ambientalistas, na sequência das novas localizações propostas para a construção do novo aeroporto internacional de Lisboa na margem Sul do Tejo, nomeadamente Faias e Poceirão.

Para Mário Lino, "a localização do aeroporto na margem Sul do Tejo implica construir, de raiz, uma nova centralidade do país numa zona altamente vulnerável do ponto de vista ambiental e da segurança aeronáutica, pelo que é uma solução inviável".

Em declarações no final do almoço, o vice-presidente da Quercus, Francisco Ferreira, afirmou que "Rio Frio é uma opção inviável do ponto de vista do ordenamento do território, da protecção dos passageiros que circulam nas aeronaves e da importância do maior aquífero da Península Ibérica, representando a degradação de uma reserva de água fundamental para a próxima década".

"Reafirmo que a Ota não é uma opção que satisfaça do ponto de vista ambiental. A Ota tem vários problemas ambientais e é necessária uma avaliação, mas a localização do novo aeroporto na margem Sul é inviável", declarou Francisco Ferreira.

"A Ota tem impactos ambientais muito grandes, mas não são tão dramáticos e irreversíveis como a opção pela margem Sul", concluiu o ambientalista.

Joanaz de Melo, do Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (Geota), afirmou que "das opções já estudadas [Ota e Rio Frio], a Ota é a solução menos má."

Eugénio Sequeira, da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), apesar de considerar que "qualquer localização a Sul causa danos irreversíveis", sublinhou o facto da localização do aeroporto na Ota "levantar problemas", o que exige um estudo de impacto ambiental "mais pormenorizado" sobre a Ota.

Para o ambientalista, o Sul é "inaceitável", sustentando que "entre o Sul e o Norte, a Ota é a melhor opção".

24.04.2007 - 18h51 Lusa

2007-04-24

Esta semana...

Peixeirada em Oeiras!

Uma das ideias do senso comum que adquirimos ao longo da vida é a de que a peixeirada é coisa de gente pobres, os ricos [caciques, políticos, empresários corruptos] nunca perdem a compostura e são sempre de uma educação extrema... ficámos a saber que afinal isso é uma falsa ideia, os nossos ricos também sabem fazer peixeiradas capazes de enriquecer o nosso já longo dicionário de calão.

in Jumento