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2009-08-24

Prostituição

É o que eu acho ser o valor predominante nesta direcção do PSD. Tornaram-se todos meros prostitutos ou meras prostitutas. Não há valores, há a cobrança de favores. Não há confronto de ideias, há a luta por cadeiras.

Não me conformo com a lista de deputados para Braga. Pedro Passos Coelho foi afastado por não ser conveniente haver um deputado que se candidatou contra a líder, no parlamento. Mas este é o mal-menor a meu ver, que dá novo significado às palavras de Manuela Ferreira Leite : estão comigo ou não estarão.

Não me conformo com a lista de deputados para Setúbal. Fernando Negrão foi eleito para a CMSetúbal, e tinha tanto amor à terra dele que aceitou ir para vereador na CMLisboa à primeira vez. Era bom para a carreira dele, como político, e safava o partido de uma alhada criada com a saída de Pedro Santana Lopes - e que continua a andar por aí - e Carmona Rodrigues. Ainda se candidatou à Distrital de Setúbal, aliado a Luís Rodrigues, e perdeu, contra Bruno Vitorino e uma das mais jovens equipas de sociais-democratas que conheço. Mas foi recuperado e colocado como cabeça-de-lista por Setúbal.

Não me conformo com a lista de deputados para Lisboa. Temos Helena Lopes da Costa (arguida ou já acusada?) com um processo por abuso de poder do tempo em que foi vereadora da CMLisboa, amigalhaça da líder actual e que não se esqueceu de pagar assim os votos a seu favor que esta lhe arregimentou. Sim, porque Helena Lopes da Costa concorreu contra Carlos Carreiras para a Distrital de Lisboa e perdeu, acompanhada por Isaltino Morais na noite da derrota - mas arranjou-lhe os votos que tinha arregimentado nas últimas distritais. E o caso mais bicudo, António Preto, ex-líder da distrital de Lisboa, amigo da líder actual e que foi o responsável por financiar o contact-center da sua candidatura. O favor não podia ficar sem pagar, claro está. E foi caro!

Agora, vamos por partes. Porque é que há tanta discussão em torno das listas de deputados? Mesmo tendo havido só a permanência de cerca de 20% dos deputados da anterior legislatura - que na verdade , era mesmo má, tão má como Pedro Santana Lopes - esta renovação unilateral crispou e exaltou o fraccionismo instalado no PSD. Não há pão para tanta gente, andam todos a lutar por uma carreira política, e a distribuição de cargos políticos (os que são realmente políticos, os que exercem o poder político e podem criar leis, que é só no poder central) para o PSD , que vai ser mais uma vez oposição , nesta próxima legislativa, vai estar limitada à A.R. . E esta é sempre uma belíssima montra da nossa classe política:
- Deixaram cair em saco roto a legislação e variadas iniciativas anti-corrupção.
- Não querem ser limitados no exercício dos seus cargos políticos e profissionais.
- Acham-se no direito de serem tratados como super-cidadãos, só porque são deputados.
- Contam-se pelos dedos aqueles deputados que têm capacidades oratórias acima da média.
- Os debates são uma farsa combinada.
- Faltam demasiado durante a legislatura.
- Aprovam leis inconstitucionais, vetadas pelo Presidente da República e que não passam claro está no Tribunal Constitucional.

Enfim, será que vale a pena votar neste PSD?

2009-04-10

AARRGHHH

O que é aquilo? Um Ovni? Uma nova propaganda do Sócrates? Um novo anúncio dos Gatos Fedorento? Nãaaaaoooooo.... é um cartaz feio com a Manuela Ferreira Leite no Marquês....

Em tempo de crise, andam todos os partidos a pôr cartazes no Marquês de Pombal a 200 contos cada. Aquilo é um atentado à paisagem e à carteira do contribuinte - somos todos nós que vamos acabar por pagar aquilo depois das eleições, viva a Democracia, não é??? Cambada! Irra!!! Política a sério, não se apregoa em rotundas ou à margem das estradas. Pratica-se!

Já pensaram só usar a Internet e SMS? A poupança que se conseguia em termos de custos, e menor impacto ambiental, claro está.

2009-03-24

Morais Sarmento admite que PSD não geriu a substituição do Provedor da Justiça da melhor maneira

O social-democrata Nuno Morais Sarmento criticou a forma como o PSD deixou arrastar o polémico assunto da substituição do Provedor da Justiça e criticou, em declarações à Rádio Renascença, a proposta do CDS-PP de transferir para o presidente da AR, Jaime Gama, a resolução do caso.

Em declarações no programa "Falar Claro" da Renascença, o presidente do Conselho de Jurisdição Nacional social-democrata admitiu que "o PSD não devia ter-se deixado neste jogo durante sete meses". "Foram sete meses que passaram", frisou. “O PSD indicava nomes e o PS nunca disse que não", rematou.

Nuno Morais Sarmento garantiu ainda que "se estivesse no lugar de quem, no PSD, teve este processo na mão, não teria chegado tão longe, teria tratado mais cedo”. “Desde logo pela dignidade que o cargo envolve e pelo destruir de valor da instituição neste processo", acrescentou.

"O que incomoda aqui não é tanto o PS ou o PSD, nem a pessoa A ou B. É que o país assiste, mais uma vez, à destruição da instituição (...) O que nós estamos a fazer é destruir a instituição, estamos a desvalorizar o Provedor de Justiça neste processo", concluiu.

...

Nuno Morais Sarmento alertou ainda para a possibilidade de bloqueio do sistema de nomeações no quadro parlamentar se o PS pretender resolver a questão da sucessão de Nascimento Rodrigues sem o PSD.

"Iniciar aqui um percurso desse tipo significa bloquear o sistema porque temos 30, 40 ou 50 cargos de eleição em instituições que são fundamentais para a democracia, portanto se o PS entra numa deriva por aí depois vai resolver os outros 30 com os outros partidos?", questionou. "Não seria bom para o sistema deixar o PSD de fora".