2008-06-06

Mindless Menace of Violence





Remarks of Senator Robert F. Kennedy to the Cleveland City Club, Cleveland, Ohio, April 5, 1968


This is a time of shame and sorrow. It is not a day for politics. I have saved this one opportunity to speak briefly to you about this mindless menace of violence in America which again stains our land and every one of our lives.

It is not the concern of any one race. The victims of the violence are black and white, rich and poor, young and old, famous and unknown. They are, most important of all, human beings whom other human beings loved and needed. No one – no matter where he lives or what he does – can be certain who will suffer from some senseless act of bloodshed. And yet it goes on and on.

Why? What has violence ever accomplished? What has it ever created? No martyr’s cause has ever been stilled by his assassin’s bullet.

No wrongs have ever been righted by riots and civil disorders. A sniper is only a coward, not a hero; and an uncontrolled, uncontrollable mob is only the voice of madness, not the voice of the people.

Whenever any American’s life is taken by another American unnecessarily – whether it is done in the name of the law or in the defiance of law, by one man or a gang, in cold blood or in passion, in an attack of violence or in response to violence – whenever we tear at the fabric of life which another man has painfully and clumsily woven for himself and his children, the whole nation is degraded.

"Among free men,” said Abraham Lincoln, “there can be no successful appeal from the ballot to the bullet; and those who take such appeal are sure to lose their cause and pay the costs.”

Yet we seemingly tolerate a rising level of violence that ignores our common humanity and our claims to civilization alike. We calmly accept newspaper reports of civilian slaughter in far off lands. We glorify killing on movie and television screens and call it entertainment. We make it easy for men of all shades of sanity to acquire weapons and ammunition they desire.

Too often we honor swagger and bluster and the wielders of force; too often we excuse those who are willing to build their own lives on the shattered dreams of others. Some Americans who preach nonviolence abroad fail to practice it here at home. Some who accuse others of inciting riots have by their own conduct invited them.

Some looks for scapegoats, others look for conspiracies, but this much is clear; violence breeds violence, repression brings retaliation, and only a cleaning of our whole society can remove this sickness from our soul.

For there is another kind of violence, slower but just as deadly, destructive as the shot or the bomb in the night. This is the violence of institutions; indifference and inaction and slow decay. This is the violence that afflicts the poor, that poisons relations between men because their skin has different colors. This is a slow destruction of a child by hunger, and schools without books and homes without heat in the winter.

This is the breaking of a man’s spirit by denying him the chance to stand as a father and as a man among other men. And this too afflicts us all. I have not come here to propose a set of specific remedies nor is there a single set. For a broad and adequate outline we known what must be done. “When you teach a man to hate and fear his brother, when you teach that he is a lesser man because of his color or his beliefs or the policies he pursues, when you teach that those who differ from you threaten your freedom or your job or your family, then you also learn to confront others not as fellow citizens but as enemies – to be met not with cooperation but with conquest, to be subjugated and mastered.

We learn, at the last, to look at our bothers as aliens, men with whom we share a city, but not a community, men bound to us in common dwelling, but not in common effort. We learn to share only a common fear – only a common desire to retreat from each other – only a common impulse to meet disagreement with force. For all this there are no final answers.

Yet we know what we must do. It is to achieve true justice among our fellow citizens. The question is now what programs we should seek to enact. The question is whether we can find in our own midst and in our own hearts that leadership of human purpose that will recognize the terrible truths of our existence.

We must admit the vanity of our false distinctions among men and learn to find our own advancement in the search for the advancement of all. We must admit in ourselves that our own children’s future cannot be built on the misfortunes of others. We must recognize that this short life can neither be ennobled or enriched by hatred or revenge.

Our lives on this planet are too short and the work to be done too great to let this spirit flourish any longer in our land. Of course we cannot vanish it with a program, nor with a resolution.

But we can perhaps remember – even if only for a time – that those who live with us are our brothers, that they share with us the same short movement of life, that they seek – as we do – nothing but the chance to live out their lives in purpose and happiness, winning what satisfaction and fulfillment they can.

Surely this bond of common faith, this bond of common goal, can begin to teach us something. Surely we can learn, at least, to look at those around us as fellow men and surely we can begin to work a little harder to bind up the wounds among us and to become in our hearts brothers and countrymen once again.


Robert F. Kennedy, running for Presidential Office of U.S.A., was shot in 5th June and died in 6th June 1968.

2008-05-18

Ex-líder parlamentar Duarte Lima apoia Pedro Passos Coelho

O antigo líder parlamentar do PSD Duarte Lima, que apoiou Santana Lopes noutros congressos, anunciou hoje que vai estar ao lado da candidatura de Pedro Passos Coelho nas directas de 31 de Maio. Domingos Duarte Lima afirmou que Passos Coelho pode trazer "uma lufada de ar fresco" ao partido por ser "uma alternativa completamente nova, sem qualquer responsabilidade na governação do PSD nos últimos anos".

O social-democrata argumenta que o ex-líder da JSD é o melhor candidato "pelas suas propostas programáticas já conhecidas, experiência política, moderação e equilíbrio e também por ser uma alternativa completamente nova, sem qualquer responsabilidade na governação do PSD nos últimos anos". Pedro Passos Coelho, concluiu, é quem "melhor pode trazer ao PSD uma lufada de ar fresco, um discurso novo, reconquista do centro político perdido e ser um candidato vencedor em 2009".

O antigo presidente do grupo parlamentar do PSD, quando Cavaco Silva era líder e primeiro-ministro, explica que a sua opção por Passos Coelho em vez de Ferreira Leite ou Santana Lopes, que apoiou em congressos anteriores. "Essa opção não envolve nenhum juízo de menor consideração pessoal ou política pelos outros dois principais candidatos, o dr. Santana Lopes e dra. Manuela Ferreira Leite. Ambos são dois dos políticos com o maior relevo na vida do PSD", disse.

Além disso, "embora todos os militantes do PSD tenham obrigação de ser solidários com o passado do partido naquilo que teve de positivo e negativo", esta eleição "não é o momento para ajustar contas com o passado".

As eleições directas para a liderança do PSD realizam-se a 31 de Maio e há cinco candidatos: Pedro Passos Coelho, Manuela Ferreira Leite, Pedro Santana Lopes, Mário Patinha Antão e António Neto da Silva.

in Lusa.


Eu apoio o Pedro Passos Coelho. Pelas razões apontadas por Duarte Lima, pelo Futuro do PSD e mais outras.

Não suporto o populismo de Santana, que quer vender aos militantes e portugueses, "gato por lebre" e que vê o exercício de um cargo político de primeiro-ministro como uma oportunidade para mais tarde desempenhar cargos de consultoria em empresas privadas - e foi o próprio que o disse numa entrevista televisiva. Representa o presente demasiado presente do PSD.

Não aguento o ar pesado, bafiento e "cheiro a naftalina" da Manuela Ferreira Leite. Congrega em si o passado do PSD. Está fora de moda. Concordância com uma Ministra da Educação que aumentou de sobremaneira as propinas nas universidades públicas? Com uma Ministra das Finanças que aumentou os impostos aos portugueses? O que é que acham que vai ser o resultado eleitoral com uma personagem destas à frente do PSD? Igual ou pior que o das últimas legislativas!

2008-05-11

Artistic 2

Nos próximos dias o "Social Democracia", tal como os candidatos à liderança do PSD, vai dar-vos Música!

2008-05-04

Nos Açores

Nos Açores, através dos anúncios de queijo "Terra Nostra", vim a saber que por cada duas pessoas, há uma vaca...



Makes me wonder!

Bancos não dão crédito ao PSD e situação é "muito delicada".

in Público.

Partido sem dinheiro para pagar multa do processo Somague

A coima aplicada ao PSD no âmbito de um financiamento ilegal [VERGONHA] realizado pela empresa Somague poderá ser paga até 2010, em quatro prestações, sem juros. O presidente do Tribunal Constitucional (TC) foi sensível aos argumentos de que o partido se encontra mal financeiramente [OOOOOooohh] e sem hipótese de conseguir crédito junto da banca [como não meteram o Cadilhe no BCP, o que é que estavam à espera?]. Os restantes condenados no processo tiveram dez dias para liquidar a coima e já o fizeram.

O procedimento do juiz Rui Moura Ramos está previsto no regime das contra-ordenações e foi usado noutras situações semelhantes, relativas a multas aplicadas a partidos.

O presidente do TC recebeu uma carta do secretário-geral do PSD, datada de 3 de Abril, onde José Ribau Esteves alegava que caso o partido liquidasse o montante em causa (268.415 euros), neste momento, a sua sobrevivência [HAHAHAHA]e a da própria democracia [é para rir, não é?] estariam em risco.

No documento, que se encontra junto ao processo arquivado no TC, o número dois de Luís Filipe Menezes começava por "expressar conformação com as sanções aplicadas", adiantando que as pretende cumprir.

Mas depois acrescentava: "Contudo, dada a muito delicada situação financeira que o PSD atravessa de momento e a indisponibilidade de crédito, revela-se-lhe da maior dificuldade - sob pena de afectar seriamente ao desempenho de funções democráticas que constitucional e legalmente lhe estão cometidas [almoçaradas, jantaradas, comissões de agências de comunicação, borlas, gasóleo, portagens] - assegurar o cumprimento imediato das sanções."

Ribau Esteves solicitou, assim, autorização para o pagamento em quatro prestações de 67.103 euros [mas alguém acredita que o PSD vai conseguir pagar isto em quatro prestações?], a primeira das quais a ser liquidada a 31 de Agosto deste ano. E pediu que fosse "sustido qualquer provimento executivo" até à decisão relativa ao requerimento.

Não foi acrescentado ao processo qualquer documento que pudesse atestar das dificuldades financeiras do PSD [as contas nunca foram públicas e não eram agora que o seriam, ter que justificar movimentações de 1.800 milhões de euros é bastante chato]. A actual e a anterior liderança do PSD têm vindo a avançar diferentes valores relativamente às dívidas do partido (ver texto nesta página). Miguel Macedo, ex-secretário-geral, garante que deixou um passivo bancário menor do que o que encontrou, que se situará nos dois milhões de euros. A direcção de Luís Filipe Menezes avançou, após ser eleita, que existia um passivo de 13,5 milhões de euros, a que se deveriam somar 15 milhões de dívidas a terceiros [ventos de Gaia...].

1.ª prestação em Agosto

O presidente do TC respondeu no dia 10 de Abril à carta de Ribau Esteves, aceitando exactamente os termos e as datas de pagamento sugeridas pelos sociais-democratas, e indicando as referidas guias dos pagamentos: 31 de Agosto de 2008, 30 de Janeiro de 2009, 31 de Julho de 2009 e a última a 31 de Dezembro de 2009.

Nesse mesmo dia, Rui Moura Ramos notificava a Somague, bem como os outros condenados no processo, de que teriam dez dias para cumprir as penalizações. José Vieira de Castro, o ex-secretário-geral do PSD, condenado a pagar dez mil euros, foi o primeiro a fazê-lo. E, no dia 24 de Abril, quer a Somague (600 mil euros), quer o seu administrador na altura, Diogo Vaz Guedes (dez mil euros), também o fizeram.

O regime de contra-ordenações estabelece que uma autoridade pode autorizar o pagamento em prestações de multas, não podendo a última delas ir além dos dois anos após o trânsito em julgado da decisão e implicando a falta de pagamento de uma prestação o vencimento de todas as outras.

O PSD foi condenado a pagar, em Fevereiro deste ano [e dois meses depois o Ribau responde ao TC], 35 mil euros de multa (um quarto do valor máximo previsto por lei, para uma infracção de financiamento ilegal de partido), a que acresceu o valor do donativo indirecto, pago pela Somague, no âmbito das autárquicas de 2001 (233.415 euros).

Este montante foi facturado à Somague pela empresa de publicidade Novodesign, e é uma verba 20 vezes superior ao limite máximo imposto pela lei, cerca de dez mil euros, para donativos a partidos políticos.

O caso surgiu depois de a Direcção-Geral dos Impostos ter enviado à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (integrada no Tribunal Constitucional) o resultado de uma inspecção à Novodesign feita em 2006. Durante essa diligência, foi apreendida uma factura emitida à Somague, mas relativa a material de propaganda do PSD.

Quer o então secretário-geral do partido, José Luís Arnaut, quer a empresa que produziu o material de propaganda e os seus administradores, foram pronunciados pelo Ministério Público, mas acabaram por ser ilibados pelo TC [muito conveniente].

Se a maior parte da população portuguesa não dá crédito ao PSD, então eram os bancos que iriam dar crédito por eles? E ainda falam que a banca não está com o povo...

2008-04-30

Passos Coelho propõe mais liberdade na vida pública, económica e privada

Pedro Passos Coelho apresentou hoje a carta de valores da sua candidatura à presidência do PSD, onde propõe mais liberdade na vida pública, económica e privada e promete falar verdade, considerando-a um compromisso de honra.

A pessoa é o primeiro dos dez valores da candidatura de Passos Coelho, que rejeita "os 'ismos' que, em nome de ideologias, sacrificam as pessoas e promovem a existência de uma burocracia sem rosto". "Defendo o indivíduo na plena posse dos seus direitos e deveres, marca essencial da matriz social-democrata", declara no documento, que exalta o mérito e a iniciativa individual.

O segundo valor afirmado pela sua candidatura é a liberdade: "mais liberdade no espaço público, mais liberdade na actividade económica, mais liberdade na vida privada, mais liberdade no exercício pleno da cidadania".

Passos Coelho sublinha que quer "uma liberdade responsável, onde cada um possa viver com a consequência das suas decisões".

Como terceiro valor, o ex-presidente da JSD elegeu a verdade. "Falaremos verdade", promete na sua carta de valores, considerando que "em democracia uma escolha falseada é uma escolha ferida de morte". "Recuso a política das meias palavras determinadas pela mera vontade de somar votos ou pelas conveniências da conjuntura. A verdade é para mim um imperativo ético e um compromisso de honra", reforça.

A confiança, a esperança e a mudança são outros dos dez valores da candidatura, que ambiciona promover "uma mudança profunda no PSD" e "uma nova evolução para Portugal".

"Há momentos em que é preciso assumir a coragem de mudar", defende Passos Coelho, que assume "a exigência de reconstruir a base programática da social-democracia, de restituir ao PSD um rumo claro e ajustado à sociedade dos nossos dias, reflectindo os anseios e as ambições das novas gerações".

O candidato defende ainda os valores da união, mas "na diversidade", da autoridade, embora recusando "sem hesitar todo e qualquer autoritarismo", e um país com "justas oportunidades para todos".

Quando afirma o mérito e a iniciativa individual como valores, Passos Coelho aponta o exemplo da sua candidatura: "Esta candidatura é a expressão de uma iniciativa individual, sem temer dificuldades e sem quaisquer garantias prévias de adesão. Por isso dou valor ao empreendedorismo".

2008-04-28

Manuela volta a encher sede do PSD

Manuela Ferreira Leite garantiu que a sua campanha não será uma campanha de espectáculo, que diz não saber fazer, mas foi num clima quase de comício que a sua candidatura foi anunciada na sede nacional do partido. Depois de um primeiro discurso numa sala a abarrotar de militantes, Ferreira Leite fez um "bis", de microfone na mão, no alto das escadarias do edifício para o pátio de entrada da sede onde largas dezenas de militantes sociais-democratas, que não chegaram a entrar, esperaram para ouvir.

"Isto foi uma encenação enorme", comentava um jovem do partido reconhecendo, no entanto, que a capacidade de mobilização voltou a tocar no PSD. Depois de um longo jejum de encontros vitoriosos, que, nos últimos tempos, deixou a sede do partido às moscas, o anúncio da candidatura da ex-ministra das Finanças conseguiu, com mais ou menos produção, ensaiar o regresso aos grandes momentos.

Pôr fim "à desistência e conformismo" e recuperar "o crédito do PSD junto da opinião pública", foram, aliás, as duas principais razões invocadas pela candidata para se disponibilizar para este combate.

"Estou aqui a pedir o vosso apoio, não por uma ambição de poder ou de vaidade pessoal, mas por um sentido de responsabilidade face ao meu país e ao meu partido", afirmou Ferreira Leite, garantindo que "esta foi, talvez, a decisão política mais difícil" que tomou até hoje.

Num discurso exclusivamente virado para os militantes de base que a candidata sabe não ser fácil congregar numa corrida disputada a cinco, Ferreira Leite mostrou-se "muito incomodada com a falta de respeito com que começam a tratar-nos" e mostrou-se disposta a pôr termo "às manifestações de autoritarismo e intimidação que o PS vem crescentemente revelando". Alertando que tal só é possível porque o PSD não tem tido força nem credibilidade a ex-ministra anunciou que "a palavra essencial" que diz ser para deixar ao partido é de "estímulo e confiança quanto ao futuro". "Quero um partido forte, capaz de oferecer aos portugueses políticas diferentes, credíveis e sólidas, em relação as que o governo socialista mostra ser incapaz de conceber e executar" acrescentou avisando os militantes sociais-democratas de que "o resultados destas eleições é decisivo para o nosso futuro".

Numa nota de dramatização do que está em causa, mais virada para os homens que defendem o partido no terreno, Ferreira Leite lembrou que "um maior descrédito nas eleições legislativas poderá ter um efeito contágio nas eleições autárquicas". Dirigindo-se sobretudo aos militantes de base que são quem vai escolher, directamente, o próximo líder do PSD, a candidata tentou jogar no afecto: " Sei que os militantes me conhecem, quer através da minha vida pública, quer através dos contactos que sempre convosco mantive".

Além das dezenas de militantes anónimos que responderam à chamada - alguns confessando ter recebido dois e três telefonemas para estarem presentes -, compareceram na sede social-democrata muitos dos rostos que se mantiveram afastados durante a liderança de Luís Filipe Menezes. Leonor Beleza, Alexandre Relvas, Rui Rio, José Luís Arnaut, António Borges, António Capucho, José Pedro Aguiar Branco, Nuno Morais Sarmento e Pacheco Pereira são apenas algumas das referências do PSD que quiseram associar-se ao momento. Paulo Mota Pinto, filho do ex-líder do partido, Carlos Mota Pinto, e Santos Silva, cunhado de Cavaco Silva, também marcaram presença.

António Preto, ex-presidente do PSD/Lisboa e homem com grande influência junto do aparelho e dos militantes de base na capital, era um dos mais entusiastas animadores deste regresso ao clima de confiança que, pelo menos por esta tarde, voltou ao Palácio de São Caetano à Lapa.

2008-04-21

Crónicas do PSD

Quem não gosta de críticas ao partido, não leia este "post". Vai-lhe trazer muitos amargos de boca.

Clarificação precisa-se
A questão que eu me coloco é simplesmente esta: será o PSD um partido social-democrata?
Não. Resulta de uma amálgama de correntes representativas de grupos com visões diferentes entre eles das políticas a defender na governação de Portugal. O facto de se chamar Partido Social-Democrata é enganador. A sua prática política é mais orientada à liberalização progressiva, diminuição das despesas do Estado com a "emancipação" de responsabilidades sociais, pondo em risco o ideal social-democrata, o "Estado Social".

Vivendo uma grande mentira
Não acredito que o actual PSD consiga alterar a sua linha programática, virando à esquerda. O caminho cada vez mais nítido, por mais que as novas direcções do partido o tentem esconder, é o ataque ao Estado Social, conversão de parcerias público-privadas em entidades autónomas com capital privado e progressiva redução de impostos para os Portugueses. É liminarmente impossível tentar garantir maior protecção social, ou um serviço à altura dos países verdadeiramente "social-democratas", com uma baixa de impostos, redução de capacidade de serviços públicos e sua deslocação para o sector privado. Portugal ocupa a meia-tabela em termos de peso dos impostos no orçamento familiar, entre o México e a Finlândia. Não se fazem omeletes sem ovos.

Que elites ditam o futuro do PSD?
Existe um cancro dentro do PSD e que vai acabar por ser o responsável pela sua transformação num partido liberal. Esta têm sido a corrente defendida pela ala intelectual barrosista, com vista a permitir o enriquecimento rápido da sociedade portuguesa. Isso resultaria numa sociedade anglo-saxónica (UK, USA, Austrália), mas por cá, não acredito. Isto porque o nosso mercado não têm dimensão suficiente e a existência de grandes empresas acabam por impôr um modelo corporativo que atrasa o desenvolvimento social generalizado.

Onde entram as bases do PSD?
Não entram na definição do rumo a seguir pelo PSD. Mas entram, pagando quotas e quando este ganha eleições, na sua nomeação para o desempenho de cargos públicos na junta, na autarquia, no Estado, em serviços administrativos ou executivos de empresas públicas. É a fonte mais provável de recursos humanos. Não há ninguém no PSD que esteja lá por convicção ideológica, e se houver, são poucos. Exemplo disso é a postura "carreirista" de muitos que se auto-silenciam de maneira a que não sejam vistos como "demasiado radicais", "instáveis", "politicamente incorrectos". Há muita cobardia à solta dentro do PSD. Se houvessem mais "Rui Rio"´s, o PSD seria um partido exemplar, credível, em que ostentar o cartão de militante do PSD seria motivo de orgulho e não de chacota. Porque são exactamente as bases, nas Secções, e que elegem as Distritais, que fecham os olhos aos casos de corrupção, abuso de poder, crimes económicos, sem a mínima preocupação em "limpar o bom-nome do Partido".

O PSD é um partido?
Quando Pacheco afirma que a ideologia, a esquerda e a direita, são "coisas do passado", reflecte a rendição ao pragmatismo e ausência de políticas bem definidas pelo próprio partido. Se definirmos um partido como um grupo de pessoas que se associaram com vista a implementar um projecto político para Portugal com teor nacional, o PSD falha - por pouco - esta definição. O que se pode enquadrar o PSD é num partido-programa, qual agenda que o eleitor folheia e se entretém, imaginando a estabilidade e o futuro risonho que o partido-empresa lhe promete. É mais acertado chamar-lhe o partido das empresas (da Somague, da Etermar, da Lusoponte), dos empresários, dos empreendedores (o que até é positivo), do que propriamente um partido social-democrata.

2008-04-17

José Pedro Aguiar Branco

Será que ele consegue?

Dança, MENEZES!

Chegaste de passos apertados
Os olhos embargados
Cheios de medos teus
Pediste que te levasse a mágoa
E que te tocasse a alma olhando para os meus

Apertei-te contra ao peito, num abraço perfeito.

A rua como companhia
Às vezes escura e fria
Dura realidade
Ninguém olha p'ra ti
Com olhos de gente
Até mesmo indiferente
A quem és de verdade
Esquece o teu mundo lá fora
É hora de ir dançar!

Esta noite dança só p'ra mim
Que esta dança nunca tenha fim
São asas que me dás
Levam alto p'ra longe

Esquece o teu mundo lá fora
É hora de ir dançar!

Esta noite dança só p'ra mim
Que esta dança nunca tenha fim
São asas que me dás
Levam alto

E esta noite dança só p'ra mim
Que esta dança nunca tenha fim
São asas que me dás
Levam alto p'ra longe
Até de mim
Até de mim!