2006-12-31

Driving Home for Christmas

Este Natal e Ano Novo dedico-o aos Bombeiros, de serviço 24H por dia. Com tanta pressa vai haver muita chapa batida e Natais arruinados, sem falar do que toda a gente menos quer que aconteça - mais uma história triste de Natal, nas estradas portuguesas...
Conduza com Prudência!
A sua família vai adorar!!!

2006-12-29

Voar em Beja

Não é só a Ota que as pessoas deviam estar sempre a discutir. Porque é que não olham para outro lado? Acho esta falta, a obsessão pela fixação, uma desvantagem brutal, capaz de nos levar a tomar posições ou mesmo decisões erradas, desastrosas para um projecto importante como um aeroporto, por exemplo.

Começa em 2007 a construção dos edifícios para o novo aeroporto civil em Beja promovido pela EDAB em terrenos próximos à BA11, aeródromo militar da FAP utilizado essencialmente para a formação de pilotos. Será uma opção viável para os vôos regionais Charter e Low-Cost, a 170 km de Lisboa, com boas acessibilidades rodoviárias.

Também virá a ser uma alternativa eficiente contribuindo para descongestionar o novo aeroporto da região de Lisboa, além de ser promotor do desenvolvimento do Alentejo e catalisador de novos projectos turísticos na zona do Alqueva e restante Baixo-Alentejo.

Os adeptos da crisofilia acham que não se deve avançar com obras e outras infra-estruturas para desenvolver o país. E pergunto eu, então como é que se sai da crise? Jogando no Euromilhões? Deixo a eles um dizer castelhano: Quanto más miras el contenido de tu bolsa, menos lo tienes!

2006-12-25

Personalidade do Ano 2006

Cavaco Silva

Já fez mais pelo futuro de Portugal como presidente da república nos primeiros seis meses de mandato que o seu antecessor em toda a duração dos seus mandatos. Pauta por uma elevada descrição, não confundindo a governação do país com o partido que o lançou para uma brilhante carreira inicial como primeiro-ministro.

Foi eleito com o apoio do eleitorado do centro e direita, recusando-se a criticar os seus adversários e impondo um estilo de campanha limpa como não se via em Portugal há muito tempo.

Têm uma forte preocupação - humana - pela justiça social, sem esquecer o lado imprescindível para a sua implantação e sustentabilidade, o desenvolvimento económico das regiões.

Discurso da Tomada de Posse a 9 de Março de 2006:

"Não tenho dúvidas de que os tempos são difíceis. Mas temos à nossa frente um enorme espaço para o optimismo, que é o espaço da vontade, da coragem e do querer. Tenho orgulho no meu País e na sua História. Por tudo passámos, como Povo. Momentos altos, e até de glória, e momentos de dificuldade e mesmo de angústia. Mas estamos aqui. Quando fez falta – e tantas vezes fez falta – mobilizámos o melhor de nós próprios e conseguimos. Estou certo de que vamos conseguir mais uma vez.

Hoje, como ontem, vamos provar que somos capazes de vencer a tirania da resignação e o espartilho do pessimismo. Pela minha parte, estou profundamente convicto de que a nossa determinação é maior do que qualquer melancolia, de que a nossa esperança é mais forte do que qualquer resignação, de que a nossa ambição supera qualquer desânimo. Sei que os Portugueses, tal como eu, não se resignarão a um destino menor. Na história dos povos nunca é demasiado tarde para realizar o sonho e cumprir a esperança. Nunca é tarde desde que saibamos ser fortes e unidos, desde que tenhamos orgulho no que somos e desde que saibamos o que queremos ser.

O que os momentos altos da nossa História nos ensinam é que somos um povo marcado pela insatisfação. Que nos marca a ambição de fazer mais e melhor. Marca-nos a ideia de que somos agentes da História, senhores do nosso destino. Somos um povo capaz de superar as dificuldades nas horas de prova."

2006-12-23

Político do Ano 2006

João Cravinho


Pelo incessante combate à corrupção! Não me interessa se ele é socialista ou não, é preciso mais homens com a qualidade dele na política!

2006-12-21

Este Natal...

Seja solidário. Marque a diferença.



Nesta quadra natalícia, contribua para que outras tenham um Santo Natal. Banco Alimentar





A Associação Rede Europeia Anti-Pobreza Portugal, colabora em programas de acção e definição de políticas sociais e visa a integração social e a organização de serviços e outras actividades para o desenvolvimento cultural, económico, moral e físico das pessoas que se encontram em situação de pobreza/exclusão. REAPN.


Hunger

2006-12-20

Bad Dream

Keane - Bad Dream

Why do I have to fly
Over every town up and down the line?
I'll die in the clouds above
And you that I defend, I do not love

I wake up, it's a bad dream
No one on my side
I was fighting
But I just feel too tired
To be fighting
Guess I'm not the fighting kind

Where will I meet my fate?
Baby I'm a man, I was born to hate
And when will I meet my end?
In a better time you could be my friend

I wake up, it's a bad dream
No one on my side
I was fighting
But I just feel too tired
To be fighting
Guess I'm not the fighting kind
Wouldn't mind it
If you were by my side
But you're long gone
Yeah you're long gone now

Where do we go?
I don't even know
My strange old face
And I'm thinking about those days
And I'm thinking about those days

I wake up, it's a bad dream
No one on my side
I was fighting
But I just feel too tired
To be fighting
Guess I'm not the fighting kind
Wouldn't mind it
If you were by my side
But you're long gone
Yeah you're long gone now

2006-12-19

Balbúrdia no Oeste

Uma notícia de 31 de Março de 2004 do JPN:


Aeroporto da Ota em debate

PS e PSD locais criticam impasse governamental relativamente às medidas preventivas que impedem construção. O Grupo Parlamentar do Partido Socialista requereu um debate de urgência no Parlamento, para esta quarta-feira, sobre o aeroporto da Ota, no concelho de Alenquer.

Em declarações ao JornalismoPortoNet (JPN), Rui Branco, presidente da Junta de Freguesia da Ota, mantém a dúvida quanto aos benefícios da construção da infra-estrutura: "talvez estivéssemos melhor sem aeroporto". O autarca refere o cruzamento com linhas de água subterrâneas para chegar a uma conclusão: "não me parece que este aeroporto seja tecnicamente viável, apesar de eu não ser técnico na matéria"[Rui Branco era à altura autarca do PS].

Ainda assim, depois da decisão política tomada a nível governamental, Rui Branco critica o "impasse que existe desde que este Governo tomou posse". O presidente da Junta de Freguesia da Ota acrescenta que o adiamento não tem relação com a mudança de partido no Governo: "não penso que se o PS estivesse no poder este projecto teria avançado muito mais".

Medidas preventivas são "incompreensíveis"

O líder da Comissão Política Concelhia do PSD de Alenquer, Pedro Moreira, critica o excesso de prevenção por parte do Ministério das Obras Públicas: "há muitas situações em que as medidas aplicadas não são justificáveis". Em causa está a rejeição por parte da ANA - Aeroportos de Portugal de qualquer projecto de remodelação ou construção em duas freguesias do concelho de Alenquer (Carregado e Ota) por se considerar espaço sob protecção aérea [Pedro Moreira era à data líder do PSD local].

Pedro Moreira admite, no entanto, que "o Estado também tem razão neste processo", uma vez que, "caso se construísse um prédio, os aviões poderiam passar bem próximo do topo do edifício, provocando eventuais fissuras estruturais e os moradores iriam pedir indemnizações ao Governo por isso".

O presidente da Junta da Ota discorda: "a rejeição de todos os projectos leva a que algumas pessoas façam uma remodelação da sua habitação à sucapa, e fazem elas muito bem". O líder da "concelhia" do PSD de Alenquer revelou ao JPN que o Ministério das Obras Públicas vai criar um gabinete de estudo que visa "a resolução a muito curto prazo dos bloqueios que têm sido impostos à construção e remodelação".


Ota precisa de "debate sério"

Para Pedro Moreira, "o aeroporto é bem-vindo, desde que sejam asseguradas todas as medidas necessárias para albergar esta estrutura", que vai implementar 40 mil postos de trabalho. "É tempo de debater de forma séria a vinda do aeroporto para a Ota", refere o líder concelhio. Estando de acordo com "tudo o que traga mais-valias para o concelho", Pedro Moreira afirma que esta situação "carece de uma projecção atempada e de ponderação". O social-democrata disse ainda que o projecto criado pelo Governo do PS "não incluía qualquer estudo de pormenor". Torna-se assim essencial a realização de "muitos estudos que estão a ser feitos neste momento", como navegabilidade e aproximação às pistas.

Portela "com potencial" até 2015

O ministro das Obras Públicas, Carmona Rodrigues, confirmou, na Assembleia da República, que estão a ser desenvolvidos estudos de carácter técnico, económico e financeiro sobre o novo aeroporto. O objectivo do Governo é "tomar a decisão mais correcta no momento oportuno", em 2006 [Carmona Rodrigues era à data Ministro do XV Governo de Durão Barroso].

Para o ministro Carmona Rodrigues, o aeroporto da Portela "ainda apresenta um potencial capaz de responder à procura do mercado (...) até 2015". Explica o governante que "não parece fazer sentido avançar já para a construção de uma nova infra-estrutura quando a existente apresenta ainda factores competitivos".

Estas declarações foram proferidas depois de o deputado socialista José Junqueiro ter insinuado a "vontade de privatizar (a ANA - Aeroportos de Portugal) através de uma política de desvalorização da empresa que aproveitará a todos menos ao interesse público". José Junqueiro afirmou ainda que "a ANA continuará a investir na Portela, sem horizonte de retorno compatível"[José Junqueiro era à data deputado socialista na oposição ao Governo de Durão Barrroso].

Fim do Artigo JPN.


E pergunto eu, o que mudou? As políticas? O governo? Os dirigentes?

O resultado do atraso na construção do novo aeroporto - ao qual eu estou de acordo com a transferência da Portela para a Ota - é que:
  1. A Ota ficou no limbo, não se desenvolvendo devido ao impasse legislativo e político criado pela não-decisão dos sucessivos governos. As suas gentes foram claramente prejudicadas.

  2. A qualidade ambiental em redor da Portela têm piorado devido ao crescente tráfego aéreo e consequente aumento da poluição sonora. Quem sofre são os lisboetas na zona ao pé do aeroporto da Portela.

  3. Com o actual crescimento do tráfego aéreo - 9% no 1º semestre de 2006 - há previsões que apontam para a saturação da Portela muito antes de 2016 mesmo com as novas modificações planeadas e em curso.

  4. Está em construção um novo terminal e novos lugares de estacionamento na placa, aumentando o número de 51 para 64 posições e incrementando o número máximo de movimentos possíveis de 32 para 40 por hora, só sustentáveis por poucos períodos de tempo, com um custo de 380 milhões de € de modo a colmatar a falta de capacidade dos serviços aeroportuários existentes.

  5. Os sucessivos comentários de associações e movimentos na web que não têm experiência técnica ou capacidade analítica na aviação civil têm alimentado discussões sobre a viabilidade ou não de um projecto desta envergadura, o que é o caso da Associação de Hotéis de Portugal e Maquinistas.org, assumindo uma atitude puramente corporativista.

  6. Em Madrid temos um aeroporto moderno em Barajas com 4 pistas, de modo a poder comportar com o crescente tráfego aéreo que movimentou mais de 42 milhões de passageiros em 2005. Por cá, os comentadores políticos, como autênticos bonifrates que são, cedem à massa popular e aos media, julgando que se soluciona o problema investindo em mais um terminal ou procedendo a obras de ampliação ou remodelação de aeroportos militares próximos ou anexos à Capital.

  7. Parte do investimento na Ota será privado - segundo parcerias público-privada - concessionando a exploração do aeroporto num prazo alargado de 40 a 60 anos e dando origem a mais de 50 mil postos de trabalho na região. Estimativas apontam para um investimento de 3 mil milhões de € com 10% a serem suportadas pelo Estado e com a instalação de novas acessibilidades e infraestruturas de comunicação periféricas e regionais. Ao mesmo tempo, teremos a privatização da ANA, com o processo ainda por definir.

  8. Como um aeroporto precisa de gente qualificada, é certo que haverá uma transferência dos actuais trabalhadores, repercutindo-se o aumento em postos indirectos na região e contribuindo para o seu desenvolvimento. Isso também levará a que hajam novas oportunidades de negócio - novo comércio, indústria, pólos tecnológicos, residências - no aeroporto da Portela, se este chegar a ser completamente desactivado.

  9. Mesmo com a utilização do TGV, a Portela acaba por atingir a saturação 2 anos depois, e a existência ou não de uma rede de alta velocidade em Portugal não terá impacto no número de passageiros em turismo. Poderá é beneficiar a acessibilidade de outras regiões que não Lisboa ao novo aeroporto internacional, porque Portugal por uma questão de justiça e solidariedade não pode ser só Lisboa e o resto paisagem.

  10. Fica para a História do Portugal Moderno o tempo que nós perdemos com os recuos e avanços nos últimos anos.

2006-12-17

Mudança nas Nações Unidas

O novo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, tomou posse em 14 de Dezembro, substituindo Kofi Annan no que é o "melhor trabalho à face da Terra".

2006-12-16

II Debate Nacional - 18 Dezembro

Pretendo não perder pitada do debate. É certo que será uma 2ºfeira, no dia 18 de Dezembro, mas o debate começa às 18H00 e será transmitido via Internet. Para aceder ao site, ir a http://programa.psd.pt .

Programa:
II Debate Nacional - "Coesão Territorial e Interioridade: Portugal Equilibrado".

Oradores:
Dr. Luís Marques Mendes, Dr. Arlindo Cunha, Eng. Macário Correia.


Local:
Guarda, Hotel Turismo (como chegar)

Hora:
18h00

Hoje vai ser um dia especial...


Pois é, acredito tanto no Pai Natal que não podia perder a regata do ano, a Regata do Natal. Estão todos convidados :-)

Reflexões Planetárias

Com tudo o que têm ocorrido ultimamente, com as alterações climáticas, faz-me tomar consciência que provavelmente seremos a última geração a vislumbrar e usufruir da verdadeira beleza e diversidade da Terra, se não fizermos alguma coisa que inverta este ciclo vertiginoso.

A Mobilidade Universal

A mobilidade é uma componente essencial nas nossas vidas, muito importante no ponto de vista social. Ter um transporte, próprio ou colectivo, passou a ser uma condição essencial para todos os estratos sociais, especialmente se a ida ao trabalho, ao supermercado, a espectáculos ou uma ida ao centro de saúde envolve percorrer uma distância não comportável a pé.


A mobilidade tornou-se um instrumento necessário ao acesso a determinadas funções e ao próprio desempenho das mesmas. Hoje em dia, damos como garantido, o acesso rápido e simples - para quem têm automóvel - aos grandes centros comerciais, aos serviços de saúde, universidades com elevada concentração de alunos, ou outro tipo de serviços centralizados.

A mobilidade passou a ser sinónimo de modernidade. E o que dizer das pessoas que têm restrições de mobilidade, as mais desfavorecidas, as mais isoladas, os deficientes? Terão eles também direito a usufruir do Portugal Moderno?


Eu considero que um país moderno têm uma infraestrutura que permite, de igual para igual, o usufruto dos serviços mais básicos e essenciais para a sua população. Seremos verdadeiramente modernos? Facilmente concluo que não, pois a mobilidade é um bem mal distribuído na sociedade, e não me estou a limitar à região metropolitana de Lisboa e Porto, a melhor fornecida em redes de transporte do país.

Quem é que irá pagar a factura para corrigir e implementar este nível de universalidade, no que toca à mobilidade das pessoas sem poder de compra? Tomar uma política que as abranja seria corajoso. Quebraria o sistema actual de subsidiação dos transportes colectivos, ineficaz e ineficiente. Levaria à regulamentação, fiscalização e ao concessionamento das carreiras de transporte ferroviário, marítimo e rodoviário de maneira a garantir um princípio de mobilidade universal.


E é por isso que me manifesto a favor do ex-projecto camarário "MoveOeiras". Tinha uma dimensão social abrangente. O que o veio substituir, não têm.

Feliz Natal!


Para a Rita... e para os meus melhores amigos!

2006-12-15

Para os que acreditam no Pai Natal (eu acredito!)



Votos de Boas festas e um excelente ano 2007!

2006-12-04

26 anos depois

Para todos os sociais-democratas.
Na invocação da memória de Sá Carneiro, 26 anos depois do seu desaparecimento.
Portal do PSD

2006-12-02

O populismo no PSD

Sinceramente, quando me vêm à cabeça nomes como:

  • Valentim Loureiro.
  • Luís Filipe Menezes.
  • Helena Lopes da Costa.
  • Pedro Santana Lopes.
  • Alberto João Jardim.
  • Isaltino Morais.

  • ...lembro-me daquela série dos anos 80, em que um tipo com um carro hiper-sofisticado, lutava contra os vilões do submundo organizado. Lembram-se? Ora aqui vai, só para matar saudades:

    2006-12-01

    Dia Mundial do HIV/SIDA


    Não posso deixar de assinalar este 1º de Dezembro com um momento em que todos nós devemos pensar no flagelo do HIV/SIDA.

    Actualmente, quase 40 milhões de pessoas estão infectadas com o vírus, e este ano, em 2006, foram detectadas quase 5 milhões de novos casos. A região do globo mais afectada é a zona do Sub-Sahara em África, com 65% desses casos.

    Este ano, já morreram 3 milhões de pessoas devido à SIDA.

    Associado ao propagar da doença, temos as doenças oportunistas, a Malária e a Tuberculose, com elevadas taxas de crescimento e que constituem um motivo de preocupação para a saúde pública. Não podemos olhar para o lado e pensar que a SIDA não nos diz respeito.

    Parar o crescimento desta doença é um dos objectivos do millenium, a cumprir até 2015, acordado por todos os países. É importante uma mudança das mentalidades e comportamentos de cada um. Conscientemente.


    E quanto às salas de xuto, recentemente adoptada em Lisboa, a Maria José Nogueira Pinto acha mal.

    Pois eu acho muito bem!

    É uma das poucas iniciativas que podem reduzir o impacto que o vírus HIV/SIDA terá nos toxicodependentes. Porque eles também têm direitos humanos. E quem estiver minimamente informado na área da Saúde, xutar os problemas para outro lado não acaba por resolvê-los em termos de saúde pública. Só uma pessoa ignorante e preconceituosa poderia estar contra esta medida, tomada corajosamente pelo executivo do PSD.

    Aqui fica a leitura de fim-de-semana para os preconceituosos:

    Para logo à noite...


    Human Touch - Bruce Springsteen

    Para o crocodilo que voa baixinho...


    O Presunto está no meio do filme...

    Thunderbirds

    Reparem bem nos pilotos dentro do cockpit...

    ...e é melhor apertar o cinto!

    A Mobilidade

    Brevemente, abordarei este tema, num panorama nacional - rodoviário, ferroviário, marítimo e aéreo - e as práticas políticas nos últimos tempos.

    É um assunto bastante quente, a nível nacional, como o Aeroporto da Ota, a 3º ponte sobre o Tejo, a poluição rodoviária e a diminuição da qualidade de vida, o aumento dos combustíveis, do gás e da electricidade.

    Contudo, peço a colaboração de quem trabalha e estuda em Oeiras, para que respondam a este inquérito da CMO, sobre a mobilidade no concelho:
    Os dados resultantes deste estudo serão úteis para a correcta tomada de decisões no que concerne à mobilidade de todos nós. Quanto mais abrangente fôr a participação, quer sejam contra ou a favor do actual executivo, melhores serão as opções tomadas e o benefício daí resultante, para cada um de nós.

    E como todos sabemos, Oeiras peca por falta de uma rede de transportes colectivos eficaz. Ninguém escolhe um transporte colectivo urbano que lhe leva 1:45 minutos se poder ir de carro e fazer o percurso em 10 minutos, pois não?

    Oeiras Local

    Aceitei o convite e irei colaborar periodicamente com o blog Oeiras Local.

    O Oeiras Local é uma referência na blogosfera para os munícipes e para aqueles que estudam e trabalham em Oeiras.

    Um obrigado à Isabel Magalhães.

    2006-11-24

    O Dia Depois do Amanhã

    Entrei para o partido sem direitos. E vou continuar sem direitos. Não preciso deles para nada.

    Há quem precisa deles. Fazem questão, espetando os seus direitos constitucionais em cima de quem não lhes abre a porta. Há outros que fazem questão de maltratar publicamente quem lhes tirou o tapete. E que se dane o partido. Uns armam-se em nobreza, com direitos de consanguinidade por terem estado nas fileiras de régulos. Outros perdem a lealdade e clamam excepções às regras para quem os quiser ouvir.

    Não tenho paciência para essas gentes. Se tiverem que ficar de fora, que assim seja. Os meus ideais são a liberdade, igualdade e solidariedade. Se não os têm, não é dentro do Partido que o terão.

    O Clube

    "Who will govern the governors?" There is only one force in the nation that can be depended upon to keep the government pure and the governors honest, and that is the people themselves. They alone, if well informed, are capable of preventing the corruption of power, and of restoring the nation to its rightful course if it should go astray. They alone are the safest depository of the ultimate powers of government.
    Thomas Jefferson


    Sou um admirador deste autor da declaração da independência da América em 1776 e fundador do partido democrata-republicano, a fonte original do partido democrata, também apelidado de partido de Jefferson. A sua visão e modo de estar na política, servindo o povo americano, é um exemplo perfeito da cidadania e espírito de dedicação que se deve ter para um povo.

    Ora, há um bom princípio que deve ser tomado numa governação sustentável. Os princípios de livre participação, expressão e respeito pelos seus iguais. Fomentam a luta contra a corrupção e a apropriação do bem comum, só possível com a existência de pessoas informadas e interessadas com liberdade para tal.

    Manter um sistema de governação, em qualquer nível, opaco e não fiscalizado, torna possível muitos dos abusos que nós todos temos constatado no nosso país. O que quero dizer é que só com a participação das pessoas no processo democrático, antes, durante e depois das eleições, é que poderemos sair do marasmo em que nos encontramos.

    Dou um exemplo de uma pessoa informada e interessada que luta contra o mau estado das coisas na sua terra, Paço de Arcos.

    Rui Manuel de Freitas, eleito pelo Partido Social Democrata, têm feito o seu papel de força de oposição, activo e inteligente, empenhado e vigilante, não porque tenha alguma coisa a ganhar com isso, mas porque como pessoa que é, leal às gentes da sua terra, não gosta de ver a sua freguesia maltratada. E por isso sofreu represálias.

    Sofreu represálias porque as pessoas visadas pela sua crítica pensam que estão num clube, o clube de Paço de Arcos, onde quem é sócio do clube é que têm direitos, e os outros que estejam calados ou levam nas trombas.

    Eu não sou sócio desse clube.

    2006-11-23

    Debate sobre as linhas programáticas do PSD

    Era bom irem dar uma vista a:
    Só naquela...

    Aviso à navegação

    Vamos ter chuvas fortes e quase todo o continente está em alerta laranja.

    Nada de novo para quem vive nos Açores, onde este ano já levaram com dois alertas de furacões (Gordon e Helene) no meio do Atlântico.

    Isto não é normal. Mas é um exemplo perfeito das alterações climáticas que se vivem por todo o mundo. Secas e cheias cada vez mais fortes e frequentes. Neste caso, devido à alta temperatura ao largo da costa para esta altura do ano (4º C acima do normal), vamos ter uma tempestade violenta a abater-se por todo o país. O amanhã vai ser bonito...

    Portugal ratificou o protocolo de Kyoto e com a sua entrada em vigor com a ajuda da Rússia , vai ter que pagar uma avultada multa (380 milhões €) por não ter sido capaz de baixar as suas emissões de CO2 (equivalente) para a atmosfera.

    Enquanto todo o resto da Europa diminuia as suas emissões, mantendo o crescimento do PIB, Portugal continuou a aumentar as suas emissões, aliado a um crescimento pouco sustentado do seu PIB. Que reflectos é que isto vai ter a nível Europeu?

    Com a passagem para a 2º fase do protocolo, a Europa vai comprometer-se a baixar ainda mais o que tinha acordado, cerca de 30% menos. Portugal está acima do que devia estar, cerca de 35% a mais. E por isso, está na cauda da Europa.

    O que têm isto a ver com política, meus senhores?

    Simples, isto vai acabar por nos afectar a todos - multas por pagar pela nossa ineficácia ambiental e em honrar compromissos, e é claro, se tivéssemos todos adoptado uma política consciente em relação a Kyoto antes de 2001, não estaríamos agora a correr feitos uns malucos, com energias renováveis, num puro lance desesperado para baixar as emissões.

    Mas também, ninguém liga a isso, já que estão todos ocupados a ver quem é que se senta na cadeira.

    Unforgetable...


    Kiss of Life

    2006-11-21

    Resíduos Industriais Perigosos - a Sequela.

    Compreendo que alguns professores e cientistas se não queiram envolver no que consideram ser a politica. Mas não será fazer política permitir que se prostitua a credibilidade, a competência, a independência e a idoneidade que dignificam uma classe e enobrecem um cidadão?
    Prof. Delgado Domingues, IST

    É ponto assente na Comunidade Europeia que a nível nacional, quem produz os resíduos industriais perigosos deve tratá-los. Com esse pressuposto, é necessário tratar estes resíduos que actualmente são produzidos pela indústria transformadora, produtora e distribuidora de electricidade, gás, água e indústria de restauração, a uma taxa superior a 200 mil toneladas por ano. Tratá-los porque se forem para um aterro (ou incinerados de maneira incorrecta) o impacte ambiental e os danos à saúde pública serão significativos. Let´s look at the trailer:

    • Foi com Cavaco Silva como Primeiro-Ministro e o Partido Social Democrata no poder, que se tentou resolver este problema, o da eliminação dos RIP, em Portugal. A solução apontada, a mais abrangente em termos de tratamento dos vários tipos de RIP, e a mais cara, era a de Incineração Dedicada. Cavaco Silva é hoje Presidente da República.
    • O Partido Socialista, na oposição, manifestou-se contra. Quando assumiu o poder, o Primeiro-Ministro na altura, António Guterres, assumiu a política de Co-Incineração, apresentada e defendida no Governo seguinte pelo Ministro do Ambiente, José Sócrates.
    • Na oposição, o Partido Social Democrata mostrou-se contra esta opção, desvirtuadora do seu projecto político inicial, insurgindo-se contra a ineficácia do processo. Ao retomar o poder, o governo, presidido por Durão Barroso, congelou o processo de queima de RIP em cimenteiras, e iniciou um novo estudo que levasse à resolução desta questão.
    • Nessa altura, convidado pelo Primeiro-Ministro para substituir Amílcar Theias, o então edil da mui nobilíssima Oeiras, Isaltino Morais, assume a pasta de Ministro do Ambiente e Ordenamento do Território. Acaba por encarrilhar o processo dos Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos - CIRVER. Actualmente é outra vez presidente da Câmara Municipal de Oeiras.
    • Com novos ventos originados de uma tempestade europeia, o Partido Socialista ganha as eleições legislativas, e o Primeiro-Ministro José Sócrates dá a continuação da política governamental, do seu anterior executivo. Bem aconselhado, manteve os CIRVER, a ver no que aquilo dava.
    • Enquanto o processo político subia de contestação quando se adoptava a opção de incinerar os resíduos, com os CIRVER tal opção acompanhada de um debate sério com os principais contribuintes e interessados não levantou grande celeuma. Mesmo que seja fácil apontar o dedo aos principais intervenientes, não pode haver culpa quando se têm um sistema que permite inflexões em estratégias ambientais ao sabor das percepções políticas dos seus governantes, mesmo que tenha demorado uma década e 1 milhão de toneladas de resíduos industriais perigosos tenham ficado por tratar desde esse instante.
    • Concluindo, Portugal teria ficado muito melhor servido se em meados da década de 90 tivesse implementado uma incineradora dedicada e usado novas técnicas de reciclagem, recuperação, inertização e redução na produção de resíduos industriais perigosos, além de considerar a opção de co-incineração - que não é capaz de resolver o problema de queima de resíduos com elevado teor de Cloro, além do tratamento ineficaz de materiais com Mercúrio e Cádmio.
    Para mais informações, refencia-se:

    Resíduos Industriais Perigosos - que Política?

    Embora se discuta muito na blogosfera sobre políticos e políticos, eu prefiro o género feminino, a política.

    Embora as pessoas que tomam as decisões sejam parte integrante do processo, discutir política a sério têm muito a haver com a capacidade de nós olharmos o passado e o presente e dizermos aos outros e a nós próprios que futuro é que queremos. Isso é política.

    Então qual a política que temos a respeito dos R.I.P.? Qual o estado do processo? Em reflexão:
    1. Quem iniciou o processo e que cargo ocupa presentemente?
    2. Quem se mostrou contra o processo inicialmente e qual foi a política tomada quando assumiu o poder?
    3. Quem se mostrou contra nessa altura e qual a política tomada quando retomou o poder?
    4. Quem teve a ideia dos CIRVER e que cargo ocupa presentemente?
    5. Qual a posição actual em relação ao CIRVER e às outras opções tomadas anteriormente pelo presente governo?
    6. De quem é a culpa?
    7. O que podemos concluir sobre este processo?
    É que é já a seguir...

    2006-11-20

    Opção Nuclear

    Quem gostaria de ter um reactor nuclear e um depósito de resíduos radioactivos no seu quintal? Os finlandeses, ao que parece.

    Tomar a opção nuclear foi a escolha mais acertada para eles de maneira a diminuir as emissões de CO2 para a atmosfera - maior contribuinte para o aquecimento global - diminuir a forte dependência energética do exterior - Rússia - aumentar a competitividade das suas empresas e estabilizar o preço da produção de energia eléctrica sendo a opção nuclear o mais barato.

    A nova unidade Olkiluoto 3, uma das 25 novas centrais nucleares em construção que se vão juntar às 443 existentes no mundo, com capacidade de produção de energia eléctrica de 1600 MW deve entrar em operação em meados de 2010 e foi o culminar de um processo desde 1998 que vai abrir a porta a uma nova era nuclear na Europa.

    Distribuição de Centrais Nucleares no Mundo

    A TVO, o mega-consórcio por trás desta nova central, detêm larga experiência nacional e é o principal operador das centrais nucleares na Finlândia sendo responsável por fornecer 25% das suas necessidades energéticas.

    Uma ideia de como a nova unidade será, está patente nestas imagens, previsões do local e esquemático interior:

    Nós por cá, temos outro tipo de opções, tais como a energia solar - PowerLight em Serpa, eólica, biomassa, geotérmica, oceânica, hídrica e combustíveis fósseis.

    Ora, o determinante será a solução tecnologicamente mais acessível, barata e de rápida instalação para um ROI curto. A independência de recursos exteriores será um must, dada a crescente instabilidade em regiões extractoras de combustíveis fósseis.

    As próximas décadas serão marcadas por um desenfrear do aumento de consumo e consequente aumento de produção de energia. Que impactos é que isso terá na vida de todos nós? Que novas políticas, responsáveis para o futuro das gerações vindouras, terão que ser assumidas e tomadas?

    2006-11-19

    No One Like Her...


    Cherish the Day

    Social Global

    Portugal foi um dos principais responsáveis pelo início da Globalização com os Descobrimentos no séc. XV. Historicamente, fomos os primeiros a comercializar com a China e o Japão.

    Durante esse período, houve um aumento da informação e conhecimento disponível à humanidade ocidental, comparável ao que hoje se vive com a Internet.

    Todo este fenómeno contribui para a criação de laços de mútua dependência, não só de mão-de-obra, mas de trocas comerciais, que levam ao surgimento de novas oportunidades e à necessidade urgente de adaptação às novas condições de vivência na sociedade.

    Entende-se que este fenómeno não se resume a meras trocas comerciais, mas a um criar de e desenvolvimento de relações sociais e económicas entre povos de culturas diferentes, aliado a uma evolução tecnológica que possibilita a comunicação em tempo útil dos seus participantes.

    Falar de Globalização implica também falar da Organização Mundial do Comércio, um assunto bastante caro aos militantes de esquerda e extrema-esquerda, já que permitir que a O.M.C. tenha rédea-solta seria o mesmo que admitir que o capitalismo e a livre troca comercial, como modelo de desenvolvimento sócio-económico seria aceitável. Percebe-se assim as recentes declarações do nosso Prémio Nobel da Literatura.

    É quase certo que este processo levará às nações participantes a necessidade de interoperarem umas com as outras, devido aos laços de interdependência, contribuindo para a defesa de interesses comuns e um fortalecimento do carácter de união entre estados.

    Eu diria que estamos à porta do surgimento de um novo tipo de poder, ao qual dá primazia aos interesses internacionais, e não tanto à raizon de l´ État, albergue da política contemporânea.

    Mas como conseguir o necessário balanço entre legitimidade - democrática - local e a eficiência neste processo global, onde a emigração, troca de capitais e criação de conhecimento já é uma realidade em muitas regiões? Ou seja, como manter a representatividade do governo, numa situação em que ele próprio não têm controlo do que se passa?

    Talvez a solução passe pela O.M.C. e pela transformação da nossa política, presentemente focada na manutenção do poder, para as relações entre cidadãos de diferentes comunidades.

    Referências:

    2006-11-17

    Humana People to People


    É uma das organizações mundiais que chamo a atenção, pelo seu excelente trabalho humanista que têm feito, no apoio às áreas mais pobres do mundo, de maneira a melhorar as suas condições.

    Fundada em 1977 na Dinamarca, restrutura-se, passando a ser uma organização federada, com a sede na Suiça, Geneva, mantendo o seu centro operacional no Zimbabwe.

    Opera múltiplos programas, verdadeiramente globais, com a colaboração - participação activa - de inúmeras associações federadas espalhadas por todo o mundo, onde o comum cidadão pode ajudar.

    Portugal é o 18º Membro, a Associação Humana Portugal.


    Nota à parte

    Não querendo associar partidos políticos a esta organização, porque ela é apartidária e apolítica, considero que o seu projecto de desenvolvimento têm um cariz social-democrata, no sentido de que o humanismo é uma das correntes fundamentais que fazem parte desta ideologia.

    O objecto da política são as pessoas. A política não devia ter nada a haver com a manutenção do poder de um partido ou dos seus dirigentes, mas do que melhor se pode fazer para desenvolver o país e os seus cidadãos.

    Acho que a mensagem do actual PSD liderado por Marques Mendes, o de construir e aplicar uma política credível, têm sido mal entendida e confundida com um laissez faire, laissez passer .

    Há uma maneira diferente de estar na política, na oposição. E isso ainda faz confusão a muitas pessoas. É essa a minha opinião.

    2006-11-16

    Desenvolvimento Sustentável

    A sustentabilidade está associada à acção que beneficia todas as partes intervenientes, e garante a perpetuação do sistema a longo prazo.

    Entenda-se que no desenvolvimento sustentável, aplicado à escala nacional, este "longo prazo" não se limita ao ciclo de vida de uma empresa, ou o mandato de um governo, mas à vivência com qualidade das próximas gerações. Tomar decisões que levassem a uma brusca alteração da cultura e existência de um povo seria uma medida claramente insustentável.

    O grande problema na liderança e governo deste país é que a grande parte das decisões tomadas dizem respeito à urgência de repôr a normalidade - ou seja, uma situação em que a qualidade de vida existe, e a sociedade sente-se confortável com o presente - e pouca margem sobra para a tomada de iniciativas que o coloquem no topo dos países com o mais alto índice de Desenvolvimento. Se houver iniciativas importantes, elas terão que partir de outro lado que não o Estado. Dentro e além-fronteiras. Por isso, não acho mesmo nada estranho que o investimento estrangeiro em Portugal esteja a aumentar.

    "A central [fotovoltaica de Amareleja] será constituída por 350 mil painéis solares que vão permitir produzir 88 GWh [corrigido porque os jornalistas do Diário Digital não sabem o que é uma unidade de energia :-/] por ano. Esta produção permite evitar a emissão para a atmosfera de 60 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano", no Diário Digital a 30-10-2006.

    Falando de outro assunto mais abrangente, Portugal, afinal, não está assim tão mal. Pode é ficar pior. E isto é o que me preocupa mais. E não estou a falar de revoluções, tomadas de poder, estados de sítio, governos corruptos ou eleições antecipadas.

    A nível ambiental, temos um dos melhores climas e paisagens da Europa. Para mim, grande parte de Espanha é um deserto. E Portugal começa a ficar um deserto, face às alterações climáticas derivadas do aquecimento global. Não acham estranho que à cerca de dois anos ainda havia desmentidos na comunicação social, e depois dos incêndios, cheias, etc, terem-se misteriosamente dissipado as dúvidas? Quando o povo sofre na pele , é que os políticos mudam as suas prioridades. Há aqui qualquer coisa de irracional, não há?

    A comunidade científica ao qual pertenço, algo alheia do poder político, têm manifestado à décadas a sua crescente preocupação. A nível internacional, a melhor iniciativa dos vários países foi o protocolo de Kyoto, não ratificado pelos E.U.A. e a Austrália. Não me seria nada estranho se em 2007 estes países aderissem, depois dos incêndios florestais extremamente violentos e as tempestades que se abateram nestes e em outros países.

    Afinal de contas, a capacidade de regeneração e fornecimento de energia neste planeta é limitada. E isso leva a ter em conta a maneira como a sociedade interage com a eco-esfera. Sem ela, a sociedade não poderá sobreviver. Nem os seus líderes.

    2006-11-15

    Não pude resistir...

    Uma passagem pelos blogs de Oeiras, e do "contenente". Houve mudanças na paisagem. Uns que não apoiavam, agora sim, mas só um bocadinho. Estão para as ocasiões. Pois é. Breves comentários:

    1 - Cais da Linha - novo site, arrojado, comercial, mais apelativo. O Nuno esforçou-se. É pena ter aceite ser candidato contra o PSD. O seu futuro laranja comprometeu-se. Não acredito em redenções na política. Mas há milagres. Se o Pedro Santana Lopes chegou a primeiro-ministro, têm que haver, bolas!

    2 - Politicopata - acusa cansaço. Está a ficar um bocado aquém da minha expectativa. Mas eu não gosto de dizer mal. Muito mal. Isso deixo para o Politicopata. Já deixou muita gente irritada, e querem fazer-lhe a folha. O meu conselho é que ele nunca saia do anonimato. É que a memória e o braço dessa gente é longa. Não te descuides!

    3 - Alguns novos blogs, activos ou não, a mostrar cá para fora a voz dos militantes do PSD - olha boa, não estou sozinho, afinal há malta que se interessa pelo partido e quer vê-lo melhor, mais limpo, arejado, à sua maneira, claro está - tais como o:
    http://por-cartas-abertas.blogspot.com
    http://ccritica.blogspot.com
    Espero que hajam mais aí na forja. Toca a "bloggar", pessoal.

    Quanto ao resto, o mais importante, gostava de "postar" sobre "Desenvolvimento Sustentável", "Globalização", e "Política Nuclear". São tópicos que me interessam. Longe das quezílias partidárias. Algo mais sério. Meaningful. E que nos afectam a todos nós, desde o pobre diabo da esquina ao tio-rico-que-construiu-uma-vivenda-em-área-protegida-mas-que-afinal...
    não-estava-assim-tão-protegida-porque-os-amigos-são-para-as-ocasiões.

    Em breve, com tempo.

    2006-10-02

    Pausa até Fevereiro

    Açores: Antes morrer livres que em paz sujeitos

    Devido a um projecto da Fundação Ciência e Tecnologia, não vou poder estar presente na blogosesfera nos próximos tempos com a regulariedade que gostaria de ter. Até para o ano!

    2006-10-01

    2006-09-30

    Pedido de Suspensão de Mandato

    Exmos Srs.
    Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata,

    Venho por este meio pedir a quem de direito com carácter de urgência que o Sr. António Alfredo Delgado da Silva Preto, deputado pelo PSD no círculo de Lisboa, tenha o seu mandato suspenso imediatamente, face às acusações do Ministério Público, ainda por confirmar do TCIC/Lisboa, de fraude fiscal e falsificação.

    Atentamente,
    Com os meus melhores cumprimentos,
    Um Militante do P.S.D.

    2006-09-29

    Grande Entrevista RTP

    Para aqueles que não puderam ver a entrevista em directo com Marques Mendes, aqui fica o link para o video - necessário RealPlayer.

    Social Democracia 2, parte III

    Info-Politics

    A informação é vital neste século, e começa a tornar-se a principal preocupação de um governo - e oposição também. O que dizer às massas, como dizê-lo.

    Info-Politics torna o cidadão mais envolvido e conhecedor do processo de governação. Torna-o crítico e também participante, graças à Web de segunda geração.

    Por exemplo, a possibilidade dos militantes participarem na revisão programática do PSD. Ter voz e ser reconhecido, é o que toda a gente ambiciona. O elo de ligação com o partido torna-se assim mais forte com os seus militantes.

    Eu entendo que a utilização da técnica não substitui a própria política, mas esta ganha, ao inovar a maneira como a faz. E o PSD faz muito bem em usar a Internet, como meio de extensão do seu canal de comunicação. Certo é, que as Secções Virtuais estão ao virar da esquina.


    O Papel da Ética na Política

    O papel da ética está intimamente ligado à sustentabilidade sistémica. Isto quer dizer que uma decisão ética têm como vista, não a obtenção de objectivos imediatos, tácitos, mas com a implementação de um sistema alargado que apoie as suas actividades - partidárias neste caso - a longo prazo. Essas actividades podem ser empresariais, económicas ou mais concretamente, políticas.

    Num mundo em transição da dicotomia
    esquerda-versus-direita, para uma de bem-e-mal, a moral passa a ser um actor fundamental. Não é raro termos os respectivos agentes políticos usarem termos como "legitimidade", "verdade" ou "razão". É até mesmo utilizado para justificar as suas decisões políticas. O que enfurece uma camada-base da população, habituada aos processos de decisão local sem ingerência.

    Enfurece-a porque deslocaliza o centro da discussão de um cariz local para um nível superior. É difícil aceitar uma decisão desse tipo quando se
    sacrifica o interesse local pelo interesse estratégico do partido. Ninguém gosta de perder influência e poder de decisão.

    Isto coloca o partido em frente de um novo paradigma. Não é bem novo, já existe à cerca de 2500 anos na China, tendo o seu apogeu em tratados militares - cito Sun Tzu - muito citados actualmente, mas não entendidos e postos em prática. Tudo é relativo. Não há nada concreto, separável, o que vai contra a nossa mentalidade
    cartesiana. Ou seja, o que se passa ao lado, passa a dizer-nos respeito também .

    É por isso que a Ética, bandeira da credibilidade, é um problema e um desafio para o partido. Ela não nasce, nem se compra. Forma-se e torna-se visível, de dentro para fora, e todos são parte integrante do processo.


    O Partido como comunidade vertical

    É um bocado radical aproximar uma organização partidária a uma empresa. Contudo, ambas têm colaboradores, têm objectivos, doutrina ou praxis, e como uma organização normal e saudável, respiram. Mudam de líderes, mudam de dimensão, mudam de políticas.

    Mas têm propósitos diferentes. O partido serve de fonte para a governação do país. Uma empresa pretende a sua afirmação no mercado e a sobrevivência a longo prazo. Ou seja, uma empresa têm que se tornar sustentável. Não busca o lucro fácil, já que isso a pode levar por caminhos tortuosos e até mesmo criminosos.

    O partido, se assentar em ideias fracas e difusas, não conseguirá progredir. Passar para uma orgânica vertical, especializada, é um must se se quiser afirmar de novo na sociedade portuguesa. A sua mensagem e ideias devem ser claras, de maneira a que as pessoas se possam identificar nelas.

    Tornar-se atractivo para a nova geração de cidadãos e de políticos é, na minha opinião, muito importante para a sustentabilidade do partido e da social-democracia em Portugal.

    PostScriptum
    Parabéns ao Eng. Mira Amaral por se ter contido no Prós e Contras. Foi obra!

    2006-09-28

    Quem soube?


    Pink - Who Knew

    Prefiro os mais hardcores, mas este é o mais conhecido.

    2006-09-26

    Entretanto...

    Pelo meio-dia, numa rádio da Capital, Henrique Freitas troca uns mimos com os seus colegas da Câmara Municipal de Oeiras, dedicando-lhes a música de João Pedro Paes, "Nao há ninguém como tu". Não era bem o mesmo que o artista queria dizer:

    Já não há mais o que vagar
    dois olhares envergonhados
    agora tudo é discreto
    até já esqueces o passado
    se te perguntarem
    se estive ausente
    vão ouvir dizer
    que não me vendo
    nem me dou a toda a gente


    Não há... ninguém como tu,
    tão diferente
    não há...ninguém como havia,
    antigamente

    As pessoas que tu ves
    no meio das avenidas
    todas procuram assentos
    já nem ligam ao dia-a-dia
    os mendigos que se escondem
    nas arcadas divididas
    fumando definitivo
    deitando contas à vida
    e se alguém notar
    a tua indiferença
    diz-lhes que o acaso
    é mera coincidência

    Não há... ninguém como tu,
    tão diferente
    não há...ninguém como havia,
    antigamente

    Não há... ninguém como tu,
    tão diferente
    não há...ninguém como havia,
    antigamente

    Não há... ninguém como tu,
    tão diferente
    não há...ninguém como havia,
    antigamente

    Não há...
    Não há ninguém como tu!

    2006-09-25

    Social Democracia 2, parte II

    A social-democracia é humanista por natureza. O seu objectivo é o bem comum. Já era humanista antes de Sá Carneiro, e sempre o será.

    Por vezes, questiono-me como seria o PSD se Sá Carneiro não lhe tivesse dado forma. Seria predominantemente liberal? Socialmente inconsciente? Um reduto católico, fechado a outras confissões? Estas questões levam-me a confrontar o que é e o que gostaria que fosse o Partido. E o que seria minimamente aceitável, como partido de ideologia social-democrata. E leva-me a concluir o mais óbvio, o que não é.

    Não é um partido pequeno. A sua influência, ou geist, é bem patente em toda a sociedade portuguesa. Arrisco dizer que é o partido mais português de todos.

    Não é um partido inerte. Têm sabido adaptar-se à volubilidade da esfera sócio-económica, renovando a sua linha programática.

    Não é um partido liberal. Valoriza esse aspecto, importante num mundo em que a economia de mercado é global, mas onde a societas global está na sua infância secular e é necessário protegê-la.

    O PSD pode tomar muitos rumos a partir desta génese balizadora. O que não pode, é deixar que critérios tendo como fim os estritamente económicos, suplantem a natureza delicada da nossa sociedade.

    PostScriptum:
    Crítica ao "Compromisso Portugal", lobby político por excelência, que dá passos maiores que as nossas pernas podem acompanhar, levando-nos a recear as suas propostas, embora cumpram o seu propósito - atrevermo-nos a sonhar com um Portugal melhor.

    2006-09-23

    Darfur



    O primeiro genocídio do século.

    Declaração de Princípios

    Sou consciente mas não censor,
    Sou engenheiro mas não doutor,
    Sou alto mas não gracejo os baixos,
    Sou forte mas não exploro os fracos.

    Tenho tempo e paciência,
    Tenho ideias e inteligência,
    Tenho apego e generosidade,
    Tenho amizade e probidade.


    Defensor da liberdade na Blogosfera, sem privilégios ou regalias, nem protagonismos virtuais.

    A Luta contra o Terrorismo

    Darfur

    Não é só a Globalização que é universal, o terror também o é. Ameaça sempre presente, mata pessoas por todo o mundo, à bomba e à fome.

    Para o combater, a Assembleia Geral das Nações Unidas lançou uma nova estratégia, global, contra o terrorismo.

    Eu sei que grande parte de nós acha que estamos seguros, eu até gostaria de dizer que sim, mas ... eu não esqueci Madrid...

    Memorial Atocha 11 Março 2004

    Uma tempestade sobre Oeiras

    Para já, eu nunca gostei da postura da Helena Lopes da Costa dentro do partido. Também, nunca gostei das companhias do Pedro Santana Lopes. Grande parte deles, quando fôram para o Governo, pareciam que iam para uma festa, como aquela que vai ser amanhã no Palácio da Foz, nos Restauradores...

    Depois de vir a saber isto, começo a pensar que o partido está bem melhor sem este tipo de gente, sem as Helenas, Santanas e cia. Eu sei que a luta pelo poder traz o melhor e o pior de nós à tona, ele imortaliza, mas também estupidifica. E de que maneira!

    2006-09-21

    Compromisso Portugal

    Ora essa, eu é que agradeço!

    Depois de ler as provocantes propostas do Compromisso Portugal, aquilo fez-me lembrar uma coisa que aprendi hoje sobre a cultura. Temos um grande défice de cultura. Em todas as áreas, desde as Artes às Tecnológicas. É certo que há uma camada da população que é auto-suficiente no que respeita à absorção de novos conhecimentos, enriquecendo-se. Só que são poucos. Muito poucos para que o conhecimento se desenvolva numa escala nacional. Para todos os outros, os primeiros passos serão sempre os mais difíceis de dar. Mas depois de se adquirir a necessária bagagem, estarão lançados. Apanharam o gosto.

    Lembrei-me da cultura porque comecei a pensar:
    Qual será o impacto desta iniciativa na sociedade civil? Será que serão compreendidos? Ou não passará de uma breve citação do discurso do PM José Sócrates, na Assembleia das Nações Unidas (necessário realplayer), que nos enche o peito todo de orgulho e (im)potência?

    Isto levou-me a indagar sobre quais serão os rumos para Portugal:
    • Uma é adoptar modelos de gestão do século passado, que alicerçam o espírito de colectividade e não fomentam o individualismo. Voltar à protecção total do Estado.
    • Outra é estarmos quietinhos e fingirmos que está tudo bem, onde é evidente para todos que a economia está a melhorar e os problemas desapareceram como que por encanto, recusando-se a analisar a fundo o que se está a passar.
    • Por fim, a última alternativa é começarmos a pensar por nós próprios. Interiorizarmos que, como indivíduos que somos, pôr Portugal a mexer também é nossa responsabilidade.
    The Think Tank is You!

    PostScriptum:
    Hoje é o dia internacional da Paz.
    Celebremo-lo, por nós e pelos outros que não o podem fazer.

    Por onde anda o Wally?

    A almoçar à grande, acompanhado por duas mulheres. Quem seriam?
    Aposto que era uma vereadora da CMO e a Presidente da Junta de Porto Salvo, a discutir a breve inauguração do Centro de Congressos, Hotel e Health Club no LagoasPark. Vai ser um mês em cheio para o Wally. É, naturalmente, uma grande vantagem ...

    Quando o Poder Local se torna Pessoal

    A ruptura democrática e a liberalização política

    Definições:
    • Sistema é o actual sistema partidário, multi-nível, responsável pelo suporte político a uma estrutura local, distrital ou nacional. Nesta interpretação, o sistema político, composto por várias forças, agentes e partidos políticos, é reduzida ao sistema interno de um partido.
    • A legitimidade é a legitimidade democrática ou legitimidade de um sistema político em manter a eficácia das suas decisões. Há vários tipos de legitimidade, pessoal, moral, ética, mas esta é a verdadeira quando se debate num contexto político. Não se deve confundir com legalidade, subjacente às regras do próprio sistema.
    • Instituição política é interpretado como um partido. Rege-se por estatutos e regulamentos claros, que não permitem a instauração de um regime autoritário e atropelamento dos direitos dos seus militantes à participação política no partido.
    Devido à liberdade e diversidade de opiniões, o alcance da legitimidade democrática de um sistema varia de cidadão para cidadão. Essa legitimidade assenta no princípio de forma de governo menos ruim, que dá garantias de ser a melhor força política nas dadas situações. Se essa força dá mostras de fraqueza institucional e incapacidade em prosseguir as suas políticas, é certo que a sua manutenção no poder está posta em causa.

    A satisfação está intrinsicamente ligada à vida social, à economia, aos sonhos cumpridos e desejos realizados. É de natureza pessoal, temporária e apartidária. A insatisfação em relação a medidas tomada pelo sistema, leva à consequente frustração e descontentamento do cidadão, acabando no limite por renegar qualquer apoio à democracia em abstracto, ou seja, perde a confiança partidária . Isto pode levar à sua adesão a uma força política anti-sistema, que pôe em causa a sua participação política dentro do partido, i.e., ao representar uma alternativa fora do seu partido, passa à condição de adversário político.

    Um exemplo de um grupo anti-sistema foi o movimento de cidadãos IOMAF, concorrendo às eleições autárquicas, ganhando a Câmara e grande parte das Juntas de freguesias. Como anti-sistema, motivados pela recusa do partido em que militavam em apoiá-los, decidiram concorrer contra o próprio partido, apoiados por uma base de apoio popular significativa.

    Qual é o problema em haver esta ruptura democrática e uma liberalização do processo eleitoral, justa em si e aberta aos cidadãos?

    Se levado ao limite, há a possibilidade de haver uma destruição da democracia no partido se não houver um apoio difuso, interno ao partido, perdendo-se a consistência partidária per si, e originando uma prevalência de grupos anti-sistema. A falta de confiança na instituição política têm um impacto directo na manutenção da democracia partidária, e poderia levar à desintegração do partido. Portanto, em cenários de ruptura democrática, urge restabelecer a confiança no partido, credibilizando o funcionamento interno e respeitando os estatutos e regulamentos, alicerces dessa instituição política e que lhe conferem identidade e sustento. Seria prejudicial ao partido dar maior força política aos grupos anti-sistema, justificando as suas acções por quaisquer medidas aplicadas que aumentassem a desconfiança no partido.

    Noutro aspecto relacionado com a ruptura democrática, temos a indiferença, motivo da elevada abstenção presente em processos eleitorais. O cidadão torna-se indiferente quando não acredita no sistema político e consequentemente, leva ao seu não-envolvimento em processos democráticos. Ele pensa que não há soluções a tomar nem rumos a seguir. É a estagnação total. Só o aumento da confiança nas forças políticas levará à sua participação no processo político.

    Em conclusão, não há uma ligação coesa entre satisfação política e legitimidade democrática. Portanto, é errado afirmar que determinados comportamentos são ilegítimos, politica ou democraticamente falando, quando esses comportamentos estão associados ao que uma dada maioria popular espera obter. A legitimidade democrática está intimamente ligada com a sobrevivência da democracia, neste caso, da democracia interna do partido. A satisfação, não.

    A ruptura democrática, advinda da insatisfação para com o partido, leva a uma instabilidade, saneada no momento em que se separam as águas , tornando visível a diferença política e partidária existente. Acredita-se que o assumir de posições públicas e políticas de consonância ou de reparação da ruptura democrática sem o necessário restauro da confiança partidária, levará a mais episódios de instabilidade interna no partido.

    Por último, devido ao facto de que a democracia não se esgotar nos partidos, o paradigma da liberalização política deve ser encarado como um novo trend político, com capacidade de renovar a confiança política dos cidadãos, e diminuir a abstenção nos processos eleitorais.

    Relembrar:
    • A possibilidade de votar em partidos ou grupos anti-sistema é maior quando não existe um apoio difuso.
    • A insatisfação leva a que se vote contra o partido ou grupo que está no poder.
    • A indiferença leva a um distanciamento dos cidadãos da política democrática.
    Consultar:
    • "Legitimidade política em novas democracias", Gunter e Monteiro (2002)

    2006-09-20

    Pacto de Democraticidade Interna?


    Há dias em que mais valia estar calada. A senhora Helena Lopes da Costa acordou para a vida, mostrando-se preocupada com as pretensas ilegalidades que são praticadas na Secção de Algés e propondo um pacto de democraticidade interna no PSD.

    Isto mostra um total cinismo da sua parte. Não se coibiu de utilizar tácticas de controlo político no passado, as mesmas que agora acusa o actual presidente da Secção de Algés e Vereador da Câmara Municipal de Lisboa, José Amaral Lopes. A democracia é muito bonita, desde que ela fique a ganhar com isso, é claro.

    Stupid Girl

    2006-09-19

    Legitimidade vs Satisfação

    Ainda a procissão vai no adro... Ora bem, é importante esclarecer os conceitos de legitimidade democrática, para que se percam as dúvidas, e deixe-se de usar o termo incorrectamente.

    "O apoio específico [...] é a aceitação ou aprovação temporária e relativamente efêmera que os indivíduos concedem a um objeto político em conseqüência da satisfação que ele dá a suas demandas específicas. [...] O apoio difuso, ao contrário, é concebido como uma lealdade política mais profunda, mais duradoura e mais generalizada que resulta de uma socialização política precoce. Como tal, é concebido como imune aos induzimentos, recompensas ou avaliações de desempenho de curto prazo” .
    Mishler e Rose 1999.


    Um político ou cidadão com consciência política mantém-se, em princípio, leal ao partido. Opera na esfera político-partidária a que pertence, com a legitimidade que lhe é conferida pelo sistema, pelo consenso múto e principalmente, pelo apoio difuso que une e forma a consciência ideológica de um partido. Essa legitimidade é a tal legitimidade democrática.

    Contudo, poderá ocorrer situações em que isso não aconteça, vulgo porque o apoio popular - subentenda-se militantes locais - a uma determinada opção política - subentenda-se decisão da Comissão Política Nacional - não é maioritário ou digno de força - acrescente-se a nível das secções. Aí, caímos no reino da satisfação, em que o político ou cidadão com consciência política toma a decisão que acha mais apta, responsabilizando-se por tal e assumindo as necessárias consequências.

    É o que penso que se passou em Oeiras, com a revolta interna que todos assistimos, em directo pela televisão, a folhear os jornais, a surfar a Internet e a votar nas urnas.

    O resto da lição fica para 5ºfeira.

    Novos Ares


    Já era altura de remodelar o visual. ..

    Social Democracia 2, Parte I

    Não sei se repararam, mas começa a haver um novo alento dentro do PSD. Enquanto as vozes contestatárias à liderança de Marques Mendes diminuem de intensidade, a imagem pública que os Portugueses têm do partido, começa a melhorar.

    Nas legislaturas, o PS teve maioria, com 45,05%. O PSD teve uns 28,69%.
    Em sondagens recentes, houve uma diminuição expressiva de intenção de voto no PS e um ligeiríssimo aumento no PSD, em comparação com os resultados das eleições. Ainda há muito a fazer.

    A recuperação, lenta, ou agoniante para alguns, sedentos de poder, faz-se.

    Seria, na minha opinião, um erro tentar fazer oposição de uma maneira irresponsável, sem ter uma base sustentável para defender a sua política. O preço a pagar seria a liderança no partido, e Marques Mendes sabe-o. Por isso, ele define o que quer fazer, a seu tempo. É um dos trunfos de quem está na oposição.

    2006-09-18

    O valor da Educação

    Depois de ler o artigo sobre a educação na Finlândia no DN de Domingo, não posso deixar de pensar: Porra, pá, como é que chegamos a isto?

    Estando eu na última fase de educação superior, fico atónito quando reparo nos novos alunos que ingressam neste sistema. Fraquinhos. Há excepções. Os melhores são sempre excepções. Mesmo quando o sistema é mau, conseguem desenrascar-se. Ou tiveram sorte.

    Houve uma brutal diminuição no número de ingressos na minha área. Tecnológica por excelência. A Matemática e a Física continuam a ser os "handicaps" naturais. E ainda por cima, aquelas disciplinas que caracterizam melhor a capacidade de raciocinar, de forma independente. É uma tristeza. Este país, assim, não vai lá.

    Os próximos 10 anos em termos de formação académica estarão irremediavelmente afectados pela turbulência de reformas efectuadas nos últimos 30 anos. Nunca houve uma estabilização do sistema. Cada governo, nova reforma educativa. Ponham os olhos na Finlândia. Não os tirem de lá. Se podem ver, vejam. Vejam e reflictam. Reflictam e façam o que têm a fazer.

    Um sistema educativo adaptado às suas comunidades, com alto valor de inserção social. O problema aqui não são os professores. Nem a sua carreira. O problema é sistémico. Não há envolvimento local. Está tudo centralizado. É claro que a definição de políticas passa por aí, mas a execução de estratégias regionais de educação bem que pode mudar o paradigma actual.

    Quase todas as vias de educação são para cursos de âmbito geral. A aposta actual em cursos de formação em escolas secundárias peca por tardia. Num país em que todos querem ser doutores e engenheiros, qual é o espaço para uma escola profissional? O problema é mesmo este, a nossa escola não é profissional. Tornou-se um mero lugar de formação cívica mínima, de tempos livres.

    O valor da educação é incalculável para a afirmação de Portugal. Sem um forte investimento, contínuo, persistente e planeado, não teremos progresso.

    2006-09-13

    Esquerda ou Direita?

    Devemos classificar a Social-Democracia como uma força política de esquerda ou de direita? Ou será que a dicotomia esquerda-direita já não faz sentido nestes tempos em que a política não têm côr nem sabor?

    Originalmente, a Social-Democracia nasceu a partir da doutrina marxista-leninista, e evoluiu para uma força política assente em ideais que não tentam isolar ou restringir a liberdade das pessoas. Em prol de uma sociedade aberta à economia de mercado e capaz de mudar, evoluir, transformar-se ao longo dos tempos. Com estas características, percebe-se que é parte da sua identidade, o ideal liberal e reformista.

    Temos claros exemplos de forças políticas que não souberam modernizar-se, calando os reformadores ou críticos internos do partido. O PCP continua a defender os mesmos ideais, mantendo-se coerente com uma doutrina do século 19, não sendo capaz de se modernizar, preferindo rejuvenescer os seus quadros a renovar a sua política, permanecendo fechado e continuando a idolatrar o legado de Marx, Lenine e Estaline.

    Por isso, para que uma força política se mantenha saudável, deve continuar a analisar e encontrar as melhores soluções para resolver os - graves - problemas que padece a nossa sociedade:

    • Atraso tecnológico.
    • Pouca rentabilidade dos sistemas produtivos.
    • Inadequação do sistema educativo a uma sociedade em constante mudança.
    • Assimetrias regionais fortes, impedindo o desenvolvimento sustentável das regiões interiores.
    • Falta de visão estratégica, pouca apetência pelo risco e incapacidade de pensar a longo prazo.
    • Injustiça social que marginaliza os mais pobres, fruto de um sistema de segurança social inadaptado às actuais pressões sociais.
    Estes problemas não são novos. Contudo, têm solução. Essa solução não pertence à esquerda nem à direita do espectro político, mas numa metodologia assente em processos, que despoletem mudanças e concretizem as reformas planeadas.

    Seria irresponsável não contribuir para a melhoria da situação actual, escudando-se na falta de representatividade no Parlamento, vitimizando o próprio partido. Seria inconsciente combater sempre uma política, do governo ou de um outro partido com assento na Assembleia da República, só porque são adversários.

    Há um longo caminho a percorrer, no que toca ao consenso, e no que toca à aceitação da sociedade da ideia positiva de haver pactos entre forças políticas.